O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, comprometeu-se a apresentar até o final desta semana um projeto para uma atuação duradoura das Forças Armadas na Terra Indígena Yanomami (TIY), no Norte do Brasil. O anúncio veio após um pedido do ministro da Casa Civil, Rui Costa, coordenador da operação interministerial na região.
Em uma entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diretor de Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros, confirmou a entrada diária de aviões ilegais no Território Yanomami. Líderes indígenas locais denunciaram a falta de controle do espaço aéreo próximo à TIY, permitindo atividades ilegais de garimpo na região.
O ministro José Múcio expressou inicialmente a crença de que a crise na TI Yanomami estava resolvida após a assistência conjunta de diversos ministérios no início de 2023. No entanto, diante da persistência da crise humanitária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou uma proposta definitiva para a situação.
"Nossa disposição é estar permanentemente ajudando, porque o nosso papel é este. Não é por querer. É porque é a nossa obrigação", afirmou o ministro, destacando que a proposta será uma solução definitiva, indo além das medidas emergenciais.
José Múcio rejeitou a ideia de indisponibilidade de aeronaves para levar ministros à Terra Yanomami, enfatizando que a questão requer atenção especial e diálogo interministerial. O projeto proposto visará garantir uma presença contínua das Forças Armadas na região, com a disponibilidade de aeronaves e efetivos necessários para abordar a situação de forma duradoura.
Ministro de Defesa deve anunciar projeto definitivo para terra indígena Yanomami
Desde janeiro de 2023, o Ministério da Defesa integra a força-tarefa do governo federal para a proteção dos indígenas, além de atuar no combate a crimes entre as fronteiras e ao garimpo ilegal na região.
No entender de José Múcio, o Ministério da Defesa é responsável pela infraestrutura de toda a operação de assistência humanitária aos yanomami, devido à necessidade de grandes deslocamentos feitos por aviões da FAB. Ele citou a logística de distribuição de cestas de alimentos aos indígenas e ressaltou que, apesar da absoluta disposição dos militares em ajudar, é preciso compatibilizá-la com a disponibilidade das Forças Armadas. “Às vezes, existe disposição, mas não há disponibilidade. Estamos precisando compatibilizar a disposição com a disponibilidade.”
*Com informações da Agência Brasil.




