A Justiça do Rio de Janeiro determinou a libertação de Érika Souza Vieira Nunes, conhecida como sobrinha do 'Tio Paulo', nesta quinta-feira (2), após atender ao pedido de revogação da prisão preventiva feito por sua defesa. No entanto, Érika permanecerá respondendo em liberdade pelos crimes de tentativa de estelionato e vilipêndio de cadáver, após ser presa em 17 de abril.
A decisão da juíza Luciana Mocco, da 2ª Vara Criminal de Bangu, zona oeste do Rio, estipula que Érika deve comparecer mensalmente ao cartório para informar e justificar suas atividades. Além disso, ela deverá apresentar um laudo médico que comprove a necessidade de internação para tratamento da saúde mental, se necessário. A Justiça também a proibiu de se ausentar do Rio por mais de sete dias sem autorização judicial expressa.
Érika é investigada por ter levado o corpo de Paulo Roberto Braga, seu tio, de 68 anos, já falecido, a uma agência bancária em Bangu no dia 16 de abril, com o intuito de sacar um empréstimo no valor de R$ 17 mil. Além das acusações de estelionato e vilipêndio de cadáver, ela está sob investigação por homicídio culposo, cujo processo segue em andamento.
MP denuncia sobrinha de 'Tio Paulo'
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça na terça-feira, 30, a sobrinha e cuidadora que levou um homem já morto a uma agência bancária em Bangu, na zona oeste da capital fluminense, para tentar obter um empréstimo. Érika de Souza Vieira Nunes foi denunciada pela 2ª Promotoria de Justiça pelos crimes de tentativa de estelionato e vilipêndio de cadáver.
Na ação penal, o MPRJ manifestou-se contrário a um pedido da defesa da denunciada de liberdade provisória.
O caso ocorreu no dia 16 de abril. Em outra frente, após desmembrar a investigação, a 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) também apura possível crime de homicídio culposo, segundo a Polícia Civil. A vítima foi identificada como Paulo Roberto Braga, de 68 anos.
Na denúncia apresentada na terça, a promotoria afirma que, embora o empréstimo tenha sido contratado por Braga quando ele ainda estava vivo, o saque de R$ 17,9 mil não poderia mais ser realizado, visto que, no momento da prisão em flagrante da denunciada, a vítima já tinha morrido.
“A denunciada, consciente e voluntariamente, vilipendiou o cadáver de Paulo Roberto Braga, seu tio e de quem era cuidadora, ao levá-lo à referida agência bancária e lá ter permanecido, mesmo após a sua morte, para fins de realizar o saque da ordem de pagamento supramencionada, demonstrando, assim, total desprezo e desrespeito para com o mesmo”, diz trecho da denúncia.




