A Prefeitura de Fortaleza está articulando a implantação do programa Fortaleza sem Fome, iniciativa prevista no plano de governo da atual gestão, e a adesão ao programa estadual Ceará sem Fome. A discussão avançou nesta sexta-feira (14), em reunião entre a primeira-dama do município, Cristiane Leitão, a vice-prefeita e secretária de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), Gabriella Aguiar, e a primeira-dama do Estado, Lia de Freitas. O encontro também contou com a presença de secretários municipais.
Durante a reunião, Lia de Freitas apresentou um balanço do Ceará sem Fome, política pública intersetorial do Governo do Ceará voltada para o combate à insegurança alimentar. O programa estadual servirá de modelo para a iniciativa da capital. Atualmente, Fortaleza conta com 371 cozinhas credenciadas, que fornecem uma refeição diária com 500 gramas e diversidade nutricional, incluindo proteína animal, feijão e arroz. Além disso, 9.837 famílias recebem mensalmente R$ 300 para a compra de alimentos.
Cristiane Leitão destacou que a reunião foi um momento de troca de experiências e reforçou que o Fortaleza sem Fome foi um dos principais compromissos de campanha do prefeito Evandro Leitão. Ela informou que, em breve, será formado um Grupo de Trabalho para estruturar a nova política.
"Esse foi um momento para debater com todos os secretários municipais, conhecer a experiência do Estado e dar nosso pontapé inicial. Esse é um compromisso de campanha do prefeito Evandro e da vice Gabriella Aguiar. Nosso objetivo é olhar para as pessoas em maior situação de vulnerabilidade, especialmente alimentar. Muitas demandas foram pontuadas e, em breve, realizaremos mais uma reunião com um Grupo de Trabalho, pois temos pressa em implementar essa política", afirmou.
A vice-prefeita Gabriella Aguiar ressaltou que a adesão ao Ceará sem Fome representa o reconhecimento da insegurança alimentar na cidade. Ela enfatizou a necessidade de considerar recortes sociais, como gênero, raça e deficiência, para garantir que todos os grupos em situação de vulnerabilidade sejam contemplados.
"A adesão ao Ceará sem Fome coloca Fortaleza em um patamar de reconhecimento do problema da insegurança alimentar em nossa cidade. A SDHDS tem um papel fundamental para incluir pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência e grupos minoritários. Sabemos que a fome tem recortes de gênero e raça, e estamos aqui para garantir que ninguém fique de fora. Nossa meta é fazer de Fortaleza a capital da inclusão no Brasil", declarou.
A primeira-dama do Estado elogiou a iniciativa da Prefeitura e destacou a importância da integração entre os poderes municipal e estadual para fortalecer as ações de combate à fome.
"Essa reunião marca um movimento de integração entre Fortaleza e o Governo do Estado no combate à fome. Atualmente, por meio do Ceará sem Fome, Fortaleza já conta com 371 cozinhas que fornecem uma refeição diária de 500 gramas, com diversidade nutricional e balanceada, incluindo proteína animal, feijão e arroz", pontuou Lia de Freitas.
Ceará sem Fome
O programa Ceará sem Fome é uma política pública do Governo do Estado que visa reduzir a insegurança alimentar por meio da distribuição de refeições e transferência de renda. O programa integra diversas secretarias estaduais e busca oferecer assistência a famílias em situação de vulnerabilidade.
Os beneficiários recebem, mensalmente, R$ 300 para a compra de alimentos, e o uso do cartão também contribui para movimentar a economia local. Além disso, cozinhas comunitárias credenciadas garantem alimentação de qualidade para a população.




