A cientista política Mariana Dionísio, em entrevista ao Pan News em Revista 2ª edição, nesta sexta-feira (4), falou sobre a disputa ao Senado no Ceará para 2026. Com as eleições de 2026 no horizonte, o cenário político cearense já começa a ser desenhado, principalmente no que diz respeito à disputa pelas vagas majoritárias, os cargos de governador e senador. Em meio aos debates sobre os rumos políticos do Ceará para as eleições de 2026, Mariana comentou a falta de comprometimento de parte da bancada cearense no Congresso e ressaltou a necessidade de uma candidatura que represente de fato os anseios da população.
"Os partidos alinhados à direita estão patinando ainda, o movimento é incerto para o Senado. Não temos nomes muito fortes, são duas vagas", destacou Mariana. Entre os nomes mais comentados para a disputa, destaca-se o do ex-governador Camilo Santana (PT), atual ministro da Educação. Camilo é amplamente cotado para retornar ao Senado, cargo que ocupava antes de ser chamado para compor o governo Lula. Seu nome surge como favorito tanto dentro do PT quanto entre aliados da base federal, mas ainda não há confirmação oficial de sua candidatura. Ao seu lado, surgem nomes como José Guimarães (PT), Chiquinho Feitosa (Republicanos), todos alinhados à base do governador Elmano de Freitas (PT).
Cenário político no Brasil
Além da disputa ao Senado no Ceará em 2026, Mariana também falou sobre as movimentações políticas no Brasil. Nesta quinta-feira (3), o youtuber Felipe Neto anunciou uma pré-candidatura à Presidência em 2026. Anteriormente, o cantor Gusttavo Lima também se pronunciou sobre se candidatar ao mesmo cargo, vindo desmentir o fato posteriormente. "Esses nomes que são muito aleatórios eles vêm de outros cenários que não são necessariamente do ramo político de tradição mas eles são uma representação de protesto", pontuou Mariana Dionísio.
A cientista política destacou que o surgimento de nomes que não possuem vínculos no meio político são uma forma de protesto ou de descontentamento. "A gente tem outros tantos nomes, mas eu insisto, me parece muito mais um momento de protesto, de desagrado, de demonstração, de manifestação, de um descontentamento com a política tradicional, do que propriamente uma solução para os grandes problemas estruturais que o nosso país tem", concluiu.




