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Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito eleito de Choró por compra de votos

A decisão foi tomada pela 6ª Zona Eleitoral de Quixadá, sob a presidência do juiz eleitoral Welithon Alves de Mesquita.

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Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito eleito de Choró por compra de votos
Foto: GCMais

A Justiça Eleitoral do Ceará decidiu, nesta segunda-feira (7), cassar o mandato do prefeito eleito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), que está foragido desde o dia 5 de dezembro. O político é investigado pela Polícia Federal (PF) em dois processos relacionados à compra de votos durante a campanha eleitoral, além de outros crimes eleitorais. Juntamente com Bebeto, o vice-prefeito eleito, Bruno Jucá (PRD), também teve seu mandato cassado e foi declarado inelegível por um período de oito anos. A dupla foi ainda multada em R$ 53.205.

A decisão foi tomada pela 6ª Zona Eleitoral de Quixadá, sob a presidência do juiz eleitoral Welithon Alves de Mesquita. De acordo com o magistrado, Bebeto Queiroz usou abuso de poder político e econômico durante a campanha para o cargo de prefeito. As denúncias contra ele apontam que houve irregularidades na administração pública, como aumentos salariais indevidos e contratações na Prefeitura de Choró em um período proibido pela Justiça Eleitoral.

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Bebeto Queiroz não pôde tomar posse como prefeito de Choró no dia 1º de janeiro, quando a cerimônia de posse ocorreu na Câmara Municipal. Durante o evento, o prefeito eleito estava ausente, e, na mesma data, o Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu a cassação do registro de candidatura dele e de seu vice, Bruno Jucá. Desde então, Bebeto segue foragido, com mandado de prisão em aberto.

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A cassação do prefeito eleito está relacionada a duas operações importantes: a Operação “Vis Occulta”, da Polícia Federal, que apura a compra de votos durante as eleições municipais de 2020 em Choró, e a Operação “Ad Manus”, do MPCE, que investiga possíveis atos ilícitos envolvendo contratos de prestação de serviços para o abastecimento de veículos da Prefeitura de Choró.

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Bebeto Queiroz já havia sido preso por 10 dias no âmbito da operação “Vis Occulta”, mas foi solto e posteriormente indiciado também pela operação “Ad Manus”. Desde então, ele encontra-se foragido da Justiça.

Após a decisão da Justiça Eleitoral, tanto Bebeto quanto Bruno Jucá têm o direito de recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE). Caso o TRE mantenha a decisão de cassação, novas eleições deverão ser realizadas em Choró. O Código Eleitoral brasileiro determina que o pleito deve ocorrer no prazo de 20 a 40 dias após a determinação final da Justiça Eleitoral.

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Com a decisão da cassação do mandato, o município de Choró passa a viver um momento de incertezas políticas, enquanto a população aguarda o desfecho do processo e a definição do futuro da gestão municipal. A situação destaca a importância de um processo eleitoral transparente e livre de irregularidades, para que os votos dos eleitores sejam respeitados e a democracia seja preservada.

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