PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Chacina do "Forró do Gago": primeiro réu vai a júri popular em Fortaleza nesta quinta-feira (8)

Réu Ednardo dos Santos Lima é o primeiro a ser levado a júri popular pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Júri de Fortaleza, unidade responsável pela condução do processo

Compartilhe
Chacina do "Forró do Gago": primeiro réu vai a júri popular em Fortaleza nesta quinta-feira (8)
Foto: GCMais

Na manhã desta quinta-feira (8), o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) deu início à sessão de julgamento do primeiro acusado de envolvimento na chamada “Chacina do Forró do Gago”, um dos episódios mais violentos da história recente de Fortaleza. O réu Ednardo dos Santos Lima é o primeiro a ser levado a júri popular pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Júri de Fortaleza, unidade responsável pela condução do processo.

A sessão ocorre no Fórum Clóvis Beviláqua, na capital cearense, e marca o início de uma série de julgamentos relacionados ao caso. A chacina, ocorrida em janeiro de 2018, deixou 14 mortos e ao menos 15 feridos durante um ataque a uma festa no bairro Cajazeiras, zona sul de Fortaleza.

Leia também: Brasileiros no exterior começam a votar no 2º turno pela Nova Zelândia

Durante o julgamento, sete jurados sorteados compõem o Conselho de Sentença, responsável por analisar as provas apresentadas, ouvir as argumentações do Ministério Público, que atua na acusação, e da defesa do réu. Ao fim dos debates, caberá a esse grupo decidir se Ednardo dos Santos Lima será considerado culpado ou inocente pelos crimes imputados. A expectativa é de que o julgamento se estenda ao longo de todo o dia, dada a complexidade do caso e o grande número de testemunhas e provas a serem analisadas.

PUBLICIDADE

Chacina do "Forró do Gago"

Na madrugada de 27 de janeiro de 2018, Fortaleza foi palco da maior chacina já registrada no Ceará. O crime aconteceu na casa de shows “Forró do Gago”, no bairro Cajazeiras, e deixou 14 mortos e pelo menos 15 feridos. O episódio ficou conhecido como “Chacina das Cajazeiras” e teve repercussão nacional e internacional.

Segundo as investigações, o ataque foi executado por membros da facção Guardiões do Estado (GDE), que invadiram o local fortemente armados, desembarcando de veículos e disparando indiscriminadamente contra as pessoas que participavam da festa. O objetivo era tomar o controle da área, então dominada por um grupo rival, para expandir o tráfico de drogas.

PUBLICIDADE

As vítimas foram escolhidas ao acaso, sem qualquer relação comprovada com organizações criminosas. Muitos morreram dentro da casa de shows, outros foram perseguidos e executados nas ruas próximas enquanto tentavam fugir. O cenário era de terror, com cápsulas de munição espalhadas por diversas ruas no entorno do “Forró do Gago”.

PUBLICIDADE

Motivações e investigações

A motivação do crime foi a disputa territorial entre facções rivais. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou que a ação foi planejada pela GDE para atacar o Comando Vermelho, que realizava festas no local. Um “conselho” da facção teria aprovado o ataque horas antes, e a execução foi rápida e brutal.

PUBLICIDADE

As investigações resultaram na identificação de 14 suspeitos, entre mandantes e executores. O principal mandante, Deijair de Sousa Silva, conhecido como “De Deus”, foi preso meses depois. Outros envolvidos foram detidos ou permanecem foragidos. Além dos homicídios, os acusados respondem por organização criminosa.

A chacina vitimou 14 pessoas, a maioria jovens e mulheres, entre elas Maíra Santos da Silva (15), Maria Tatiana da Costa Ferreira (17), Brenda Oliveira de Menezes (19), José Jefferson de Souza Ferreira (21), Raquel Martins Neves (22), Luana Ramos Silva (22), Wesley Brendo Santos Nascimento (24), Natanael Abreu da Silva (25), Antônio Gilson Ribeiro Xavier (31), Renata Nunes de Sousa (32), Mariza Mara Nascimento da Silva (37), Edneusa Pereira de Albuquerque (38), Raimundo da Cunha Dias (48) e Antônio José Dias de Oliveira (55).

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Leia também
Brasileiros no exterior começam a votar no 2º turno pela Nova Zelândia
DO OUTRO LADO
Brasileiros no exterior começam a votar no 2º turno pela Nova Zelândia
24 de out. de 2026 - 20:27
Quaest: Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos antes do 2º turno
PESQUISA
Quaest: Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos antes do 2º turno
24 de out. de 2026 - 20:03
Nexus/BTG: Flávio tem 50,5% e Lula, 49,5% dos votos válidos
EMPATE TÉCNICO
Nexus/BTG: Flávio tem 50,5% e Lula, 49,5% dos votos válidos
24 de out. de 2026 - 19:41