O ator Francisco Cuoco, um dos maiores galãs da história da televisão brasileira, morreu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos. A informação foi confirmada por familiares, que acompanharam o artista nas recentes internações hospitalares nas últimas semanas.
Cuoco estava internado há cerca de 20 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e permanecia sedado. Segundo sua irmã, Grácia, com quem morava, o ator enfrentava complicações de saúde decorrentes da idade avançada e de um ferimento que evoluiu para uma infecção. A causa oficial da morte, no entanto, não foi divulgada. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo.
Francisco Cuoco foi um dos rostos mais marcantes da teledramaturgia nacional, tendo construído uma carreira sólida, principalmente nas novelas da Rede Globo nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Sua voz grave, o olhar sedutor e o perfil de galã maduro se tornaram marcas registradas ao longo de décadas de atuação.
Entre seus papéis mais emblemáticos está o personagem Herculano Quintanilha, da novela “O Astro” (1977), papel que ajudou a consolidar Cuoco como um dos grandes nomes de sua geração. Embora, nos últimos anos, o ator já demonstrasse dificuldades em recordar alguns de seus personagens mais famosos, sua importância na história da televisão brasileira segue inquestionável.
Nascido em novembro de 1933, no bairro do Brás, em São Paulo, Francisco Cuoco veio de uma família humilde, de origem italiana. Começou a trabalhar ainda jovem como feirante, ajudando o pai, enquanto sonhava com os palcos. Nos anos 1950, iniciou os estudos na Escola de Arte Dramática, ligada à Universidade de São Paulo (USP), onde começou a trilhar sua carreira artística.
Ao longo de sua trajetória, Cuoco participou de dezenas de novelas e produções teatrais, além de trabalhos no cinema. Sua carreira foi marcada não por transformações dramáticas entre personagens, mas por um carisma único e um estilo de interpretação que o tornaram reconhecido e querido pelo público brasileiro.
Em entrevista concedida há dois meses à Folha de S.Paulo, o ator refletiu sobre sua trajetória com orgulho. “Sei que não foi à toa. Foi baseado em empenho, entrega e busca de igualdade. Agora quero só tocar o barco”, disse, na ocasião.




