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Salário mínimo de R$ 2.200 já está em vigor; veja quem receberá com aumento a partir de julho

Reajuste representa um aumento de 6,8% em relação ao valor anterior, superando a inflação e garantindo um ganho real de cerca de 2%

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Salário mínimo de R$ 2.200 já está em vigor; veja quem receberá com aumento a partir de julho
Foto: GCMais

Trabalhadores passaram a receber, desde janeiro de 2025, o maior salário mínimo regional do país, com valores que ultrapassam a marca de R$ 2.200,00, dependendo da categoria profissional. A medida foi oficializada pelo Decreto 9468 e beneficia mais de 1,5 milhão de empregados do setor privado.

O novo piso salarial regional varia entre R$ 1.984,16 e R$ 2.275,36, conforme a área de atuação dos trabalhadores. O reajuste representa um aumento de 6,8% em relação ao valor anterior, superando a inflação e garantindo um ganho real de cerca de 2%. A política tem como objetivo valorizar os profissionais e fortalecer a economia local, especialmente em um momento de aumento do custo de vida em todo o país.

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A medida se destaca em um cenário nacional onde o salário mínimo federal permanece em R$ 1.518,00. O estado em questão oferece, assim, uma remuneração até 33,3% maior do que o piso nacional — uma iniciativa que o diferencia dos demais entes federativos ao adotar um salário mínimo regional próprio.

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Quem será beneficiado pelo salário mínimo de R$ 2.200?

O salário mínimo regional está dividido em quatro faixas, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), e contempla os seguintes valores:

  • R$ 1.984,16 – para trabalhadores em atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura;
  • R$ 2.057,59 – para empregados domésticos, do comércio, de serviços administrativos e similares;
  • R$ 2.123,42 – para operários da indústria e construção civil;
  • R$ 2.275,36 – para técnicos de nível médio.
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Esses valores se aplicam exclusivamente a trabalhadores que não têm pisos definidos por convenções coletivas, leis federais ou que não são servidores públicos.

Embora o novo piso tenha entrado em vigor em janeiro, o decreto que regulamenta a mudança só foi publicado em abril de 2025. Com isso, as empresas que ainda não se adequaram terão de pagar os valores retroativos aos primeiros meses do ano. Para muitas, o reajuste implica aumento nos custos operacionais, especialmente na folha de pagamento. No entanto, especialistas apontam que o impacto pode ser compensado com o aumento no consumo, já que os trabalhadores terão maior poder de compra.

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O estado que implementou o novo valor de até R$ 2.275,36 serve como exemplo de como políticas salariais podem ser adaptadas para valorizar o trabalho e promover justiça social. O estado em questão é o Paraná. Com essa medida, o Paraná se consolida como referência nacional ao oferecer o maior salário mínimo regional do Brasil.

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Cearenses serão beneficiados?

O Ceará não possui salário mínimo estadual próprio. No estado, vale o salário mínimo nacional, que em 2025 é de R$ 1.518,00. Apenas alguns estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, têm pisos regionais acima do nacional.

Estados com salário mínimo regional próprio:

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São Paulo:

  • Faixa 1: R$ 1.789,04
  • Faixa 2: R$ 1.830,23
  • Faixa 3: R$ 1.871,75
  • Faixa 4: R$ 1.945,67
  • Faixa 5: R$ 2.267,21

Rio de Janeiro:

  • Faixa 1: R$ 1.238,11
  • Faixa 2: R$ 1.283,73
  • Faixa 3: R$ 1.375,01
  • Faixa 4: R$ 1.665,93
  • Faixa 5: R$ 2.512,59
  • Faixa 6: R$ 3.158,96

Paraná:

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  • A partir de R$ 1.984,16 (valor inicial, varia conforme categoria)

Santa Catarina:

  • R$ 1.521,00

Rio Grande do Sul:

  • Faixa 1: R$ 1.656,52
  • Faixa 2: R$ 1.694,66
  • Faixa 3: R$ 1.733,10
  • Faixa 4: R$ 1.801,55

Demais estados brasileiros:

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  • Acre: R$ 1.518,00
  • Alagoas: R$ 1.518,00
  • Amapá: R$ 1.518,00
  • Amazonas: R$ 1.518,00
  • Bahia: R$ 1.518,00
  • Ceará: R$ 1.518,00
  • Distrito Federal: R$ 1.518,00
  • Espírito Santo: R$ 1.518,00
  • Goiás: R$ 1.518,00
  • Maranhão: R$ 1.518,00
  • Mato Grosso: R$ 1.518,00
  • Mato Grosso do Sul: R$ 1.518,00
  • Minas Gerais: R$ 1.518,00
  • Pará: R$ 1.518,00
  • Paraíba: R$ 1.518,00
  • Pernambuco: R$ 1.518,00
  • Piauí: R$ 1.518,00
  • Rio Grande do Norte: R$ 1.518,00
  • Rondônia: R$ 1.518,00
  • Roraima: R$ 1.518,00
  • Sergipe: R$ 1.518,00
  • Tocantins: R$ 1.518,00
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