Trabalhadores passaram a receber, desde janeiro de 2025, o maior salário mínimo regional do país, com valores que ultrapassam a marca de R$ 2.200,00, dependendo da categoria profissional. A medida foi oficializada pelo Decreto 9468 e beneficia mais de 1,5 milhão de empregados do setor privado.
O novo piso salarial regional varia entre R$ 1.984,16 e R$ 2.275,36, conforme a área de atuação dos trabalhadores. O reajuste representa um aumento de 6,8% em relação ao valor anterior, superando a inflação e garantindo um ganho real de cerca de 2%. A política tem como objetivo valorizar os profissionais e fortalecer a economia local, especialmente em um momento de aumento do custo de vida em todo o país.
A medida se destaca em um cenário nacional onde o salário mínimo federal permanece em R$ 1.518,00. O estado em questão oferece, assim, uma remuneração até 33,3% maior do que o piso nacional — uma iniciativa que o diferencia dos demais entes federativos ao adotar um salário mínimo regional próprio.
Quem será beneficiado pelo salário mínimo de R$ 2.200?
O salário mínimo regional está dividido em quatro faixas, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), e contempla os seguintes valores:
- R$ 1.984,16 – para trabalhadores em atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura;
- R$ 2.057,59 – para empregados domésticos, do comércio, de serviços administrativos e similares;
- R$ 2.123,42 – para operários da indústria e construção civil;
- R$ 2.275,36 – para técnicos de nível médio.
Esses valores se aplicam exclusivamente a trabalhadores que não têm pisos definidos por convenções coletivas, leis federais ou que não são servidores públicos.
Embora o novo piso tenha entrado em vigor em janeiro, o decreto que regulamenta a mudança só foi publicado em abril de 2025. Com isso, as empresas que ainda não se adequaram terão de pagar os valores retroativos aos primeiros meses do ano. Para muitas, o reajuste implica aumento nos custos operacionais, especialmente na folha de pagamento. No entanto, especialistas apontam que o impacto pode ser compensado com o aumento no consumo, já que os trabalhadores terão maior poder de compra.
O estado que implementou o novo valor de até R$ 2.275,36 serve como exemplo de como políticas salariais podem ser adaptadas para valorizar o trabalho e promover justiça social. O estado em questão é o Paraná. Com essa medida, o Paraná se consolida como referência nacional ao oferecer o maior salário mínimo regional do Brasil.
Cearenses serão beneficiados?
O Ceará não possui salário mínimo estadual próprio. No estado, vale o salário mínimo nacional, que em 2025 é de R$ 1.518,00. Apenas alguns estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, têm pisos regionais acima do nacional.
Estados com salário mínimo regional próprio:
São Paulo:
- Faixa 1: R$ 1.789,04
- Faixa 2: R$ 1.830,23
- Faixa 3: R$ 1.871,75
- Faixa 4: R$ 1.945,67
- Faixa 5: R$ 2.267,21
Rio de Janeiro:
- Faixa 1: R$ 1.238,11
- Faixa 2: R$ 1.283,73
- Faixa 3: R$ 1.375,01
- Faixa 4: R$ 1.665,93
- Faixa 5: R$ 2.512,59
- Faixa 6: R$ 3.158,96
Paraná:
- A partir de R$ 1.984,16 (valor inicial, varia conforme categoria)
Santa Catarina:
- R$ 1.521,00
Rio Grande do Sul:
- Faixa 1: R$ 1.656,52
- Faixa 2: R$ 1.694,66
- Faixa 3: R$ 1.733,10
- Faixa 4: R$ 1.801,55
Demais estados brasileiros:
- Acre: R$ 1.518,00
- Alagoas: R$ 1.518,00
- Amapá: R$ 1.518,00
- Amazonas: R$ 1.518,00
- Bahia: R$ 1.518,00
- Ceará: R$ 1.518,00
- Distrito Federal: R$ 1.518,00
- Espírito Santo: R$ 1.518,00
- Goiás: R$ 1.518,00
- Maranhão: R$ 1.518,00
- Mato Grosso: R$ 1.518,00
- Mato Grosso do Sul: R$ 1.518,00
- Minas Gerais: R$ 1.518,00
- Pará: R$ 1.518,00
- Paraíba: R$ 1.518,00
- Pernambuco: R$ 1.518,00
- Piauí: R$ 1.518,00
- Rio Grande do Norte: R$ 1.518,00
- Rondônia: R$ 1.518,00
- Roraima: R$ 1.518,00
- Sergipe: R$ 1.518,00
- Tocantins: R$ 1.518,00




