O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 79 anos, foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, condição identificada após exames realizados em razão de inchaço observado em suas pernas. A informação foi confirmada por representantes da Casa Branca, nesta quinta-feira (17).
A insuficiência venosa crônica ocorre quando as veias das pernas apresentam dificuldade de retornar o sangue ao coração, geralmente em razão de mau funcionamento das válvulas venosas. Com isso, parte do sangue fica acumulada nos membros inferiores, aumentando a pressão nas veias e provocando sintomas como inchaço, dor, sensação de peso e até o surgimento de varizes.
Entre os fatores que elevam o risco de desenvolver a doença, além da idade avançada, estão predisposição genética, obesidade, sedentarismo, longos períodos sentado ou em pé e histórico de trombose venosa profunda. A condição pode, em casos mais complexos, evoluir para úlceras nas pernas e problemas graves de pele.
Sintomas mais comuns da insuficiência venosa crônica
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Inchaço nas pernas, tornozelos ou pés
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Sensação de peso ou cansaço nos membros inferiores
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Dor, queimação ou formigamento
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Presença de varizes visíveis
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Manchas ou alterações na pele da região afetada
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Cãibras, sobretudo à noite
O diagnóstico normalmente inclui avaliação clínica, observação dos sintomas e confirmação por meio de exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, que foi o método utilizado na avaliação de Trump. Segundo os médicos, não foram detectados sinais de trombose venosa profunda ou complicações arteriais, que poderiam indicar um quadro mais grave.
A insuficiência venosa crônica não tem cura definitiva, mas os sintomas podem ser controlados com tratamento adequado. Medidas como o uso de meias elásticas de compressão, prática de atividades físicas, perda de peso, elevação das pernas e, em casos indicados, uso de medicamentos venotônicos podem ser recomendadas. Em situações mais avançadas, podem ser necessários procedimentos médicos, como cirurgia para retirada das veias acometidas.
Apesar do diagnóstico, assessores do presidente norte-americano afirmam que Trump não teve sua rotina alterada, e a condição não teria impacto significativo em sua agenda ou em suas funções públicas. O inchaço nas pernas e os hematomas nas mãos, que motivaram a busca médica, foram atribuídos, respectivamente, à doença venosa e ao uso frequente de aspirina.




