O Ceará se destacou como o segundo maior gerador de empregos formais na indústria do Nordeste entre janeiro e junho de 2025. No período, o Estado abriu 5.030 novos postos de trabalho no setor, número que representa o segundo melhor resultado para o Estado desde 2020. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
No ranking regional, o Ceará ficou atrás apenas da Bahia, que registrou a criação de 13.575 vagas. Na sequência aparecem Rio Grande do Norte (2.518), Piauí (2.225) e Maranhão (2.038). O desempenho do Estado também foi destacado no ranking Norte/Nordeste, em terceiro lugar, superado somente pela Bahia e pelo Amazonas (5.959).
Para o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Danilo Serpa, os resultados refletem o esforço do governo estadual para atrair e manter investimentos industriais. “O Ceará tem se posicionado como um estado competitivo, oferecendo infraestrutura e um ambiente favorável para negócios sustentáveis”, afirma Serpa, que também coordena o Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI).
Segundo Luís Eduardo Barros, diretor de Fomento da Adece, os setores que mais contrataram são aqueles beneficiados pela política de incentivos fiscais e patrimoniais do governo estadual. “São empregos que sustentam famílias, geram renda e impulsionam o desenvolvimento local, com impacto em outros setores da economia”, destaca.
Entre os segmentos que mais contribuíram para a geração de empregos no Ceará estão alimentos (840 vagas), produtos químicos (565), produtos de metal (521) e material de plástico (422). Todos esses setores receberam aprovações recentes do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Condec).
Por outro lado, alguns estados da região Nordeste registraram queda no emprego industrial no período, como Sergipe (-2.216), Paraíba (-2.597), Pernambuco (-4.931) e Alagoas (-12.123).




