O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (21) para os Estados Unidos (EUA), para participar da 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo essa a primeira vez que ele vai ao país desde o anúncio do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump.
Lula tem previsão de chegada a Nova York às 18h45 (horário de Brasília). A Assembleia Geral da ONU ocorre entre segunda (22) e quarta-feira (24).
Na terça-feira (23), como é o protocolo, o Brasil abrirá a rodada de discursos, com Lula sendo o primeiro chefe de Estado a falar, antes do presidente norte-americano. Esse poderá ser o primeiro momento de contato direto entre Lula e Trump, presencialmente, desde que os dois assumiram a presidência do Brasil e dos Estados Unidos, respectivamente.
O discurso do presidente brasileiro deverá enfatizar temas como soberania nacional, defesa da democracia, multilateralismo e a importância do Sul Global e dos países em desenvolvimento. Lula também deve abordar a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro, e cobrar compromissos de países ricos no combate às mudanças climáticas.
A viagem acontece em um momento delicado das relações entre Brasil e EUA, marcadas pelas tensões diplomáticas decorrentes das sanções e tarifas impostas por Trump, incluindo a sobretaxa de 50% sobre produtos exportados do Brasil e restrições financeiras aplicadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Não há previsão oficial de reunião bilateral entre Lula e Trump durante a Assembleia.
Lula viaja para os EUA para participar de Assembleia Geral da ONU e outros eventos internacionais
Além da participação na Assembleia Geral, Lula também comparecerá irá a eventos paralelos, incluindo a Conferência Internacional para a Resolução Pacífica da Questão Palestina, organizada pela França e Arábia Saudita, que busca o reconhecimento internacional do Estado Palestino e o fim do conflito na região.
Na quarta-feira (24), o presidente participa da segunda edição do evento Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo, acompanhado de representantes de cerca de 30 países. Além do Brasil, lideram a iniciativa os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e da Espanha, Pedro Sánchez.
Também no dia 24, um evento sobre crise climática – outra prioridade da agenda de Lula em Nova York – será copresidido pelo Brasil e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. O encontro deve incluir a apresentação de novas contribuições nacionalmente determinadas (NDC, na sigla em inglês).
O presidente ainda participa, em Nova York, de evento organizado pelo Brasil para ampliar o apoio à construção do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, a ser lançado em Belém com o objetivo de financiar a preservação de florestas. Outra agenda é o encontro promovido pelo Centro Global de Adaptação para discutir mecanismos de adaptação à mudança climática.
A delegação brasileira também deve participar, a partir do dia 22 de setembro, da Semana do Clima de Nova York 2025. O encontro, que promove cerca de 500 eventos com lideranças de governos e da sociedade civil do planeta, ocorre desde 2009 de forma simultânea à Assembleia Geral da ONU e serve como evento preparatório à COP30.
Com informações da Agência Brasil




