A exibição de uma imagem de Silvio Santos gerada por inteligência artificial durante o lançamento do SBT News, nesta sexta-feira (12), causou polêmica nas redes sociais e no meio jornalístico. Morto em agosto de 2024, o apresentador e empresário “apareceu” no palco do evento, realizado nos estúdios do SBT, em Osasco (SP), para fazer um discurso por meio de holograma criado com IA.
A iniciativa, segundo a emissora, teve como objetivo homenagear o fundador do SBT, que completaria 95 anos na data. Ainda assim, o recurso tecnológico provocou reações divergentes e levantou questionamentos sobre ética, consentimento e os limites do uso da inteligência artificial, especialmente quando envolve pessoas falecidas.
Como a imagem de Silvio Santos em IA foi utilizada no evento
Durante a cerimônia, a figura digital de Silvio Santos fez um pronunciamento celebrando a criação de um canal de notícias 24 horas do grupo. No discurso, o “Silvio holográfico” destacou a evolução da comunicação e defendeu a importância da informação profissional e responsável.
“Hoje, a informação correta, profissional, é essencial para ajudar as pessoas a crescerem, a conviverem bem umas com as outras e deixar o país mais forte”, afirmou a versão criada por IA.
O discurso seguiu a linha editorial do novo canal, reforçando valores como verdade, responsabilidade e respeito ao público, princípios frequentemente associados à trajetória do apresentador.
Por que o uso da IA com Silvio Santos foi considerado polêmico
Apesar da homenagem, a escolha de usar inteligência artificial para recriar a imagem e a voz de Silvio Santos gerou críticas. Parte do público considerou a iniciativa emocionalmente sensível, enquanto outros apontaram preocupações mais profundas.
Entre os principais pontos levantados estão:
Consentimento póstumo: não está claro se houve autorização prévia explícita de Silvio Santos para o uso de sua imagem em IA após a morte.
Risco de normalização de deepfakes: especialistas alertam que o uso de figuras públicas falecidas pode banalizar tecnologias capazes de manipular discursos e imagens.
Impacto ético no jornalismo: o lançamento de um canal de notícias com um recurso artificial levantou debates sobre coerência editorial e credibilidade.
Nas redes sociais, usuários se dividiram entre elogios à homenagem tecnológica e críticas ao que chamaram de “reviver artificialmente” uma figura histórica da TV brasileira.




