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Ingerir bebida alcoólica com energético pode gerar riscos à saúde; entenda

A combinação eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca, podendo desencadear arritmias, taquicardia e até fibrilação atrial

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Ingerir bebida alcoólica com energético pode gerar riscos à saúde; entenda
Foto: GCMais

Ingerir bebida alcoólica com energético virou hábito comum em festas e baladas, especialmente entre jovens que buscam estender a diversão noturna sem o peso da sonolência. Essa combinação, popularizada por drinks como vodka com Red Bull ou caipirinha turbinada, reflete uma tendência global de misturar estimulantes e depressores para equilibrar efeitos opostos no corpo. No Brasil, o consumo cresceu com a proliferação de marcas de energéticos nas prateleiras de supermercados e bares, transformando o coquetel em símbolo de noites agitadas.

A mistura ganhou espaço nos últimos anos, impulsionada por campanhas publicitárias que associam energéticos a performance e vitalidade, enquanto o álcool permanece onipresente em celebrações sociais. Estudos internacionais, como um canadense publicado em 2017, destacam como essa dupla é consumida em volumes crescentes, especialmente em ambientes de lazer.

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No contexto brasileiro, relatórios de saúde pública apontam para um aumento no atendimento de emergências relacionadas a essas bebidas em fins de semana, embora dados precisos ainda sejam escassos. Especialistas observam que o apelo reside na promessa de "bêbado ligado", uma sensação ilusória de alerta que mascara os limites do organismo.

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Mas por trás da euforia passageira, há um mecanismo perigoso em ação. O álcool atua como depressor do sistema nervoso central, induzindo relaxamento e sonolência, enquanto a cafeína e a taurina dos energéticos estimulam o coração e o cérebro, criando uma falsa percepção de sobriedade. Essa interação leva o consumidor a ingerir mais álcool do que o habitual, ampliando os efeitos tóxicos cumulativos.

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Riscos

Os perigos começam no cardiovascular: a combinação eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca, podendo desencadear arritmias, taquicardia e até fibrilação atrial, especialmente em quem tem predisposição não diagnosticada. Cardiologistas alertam para um "círculo vicioso de euforia" que incentiva o excesso, aumentando riscos de palpitações, dores no peito e falta de ar.

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No cérebro e no comportamento, a cafeína disfarça a embriaguez, reduzindo a percepção de risco e elevando chances de acidentes de trânsito, agressões e abusos sexuais, conforme pesquisa canadense. Sintomas neurológicos incluem ansiedade, tremores, insônia, convulsões e confusão mental. Para gestantes, há alertas sobre mortalidade fetal, baixo peso ao nascer e abortos espontâneos devido à toxicidade combinada.

Outros efeitos incluem irritação gástrica, vômitos, hipoglicemia (apesar do açúcar no energético) e, em casos extremos, coma alcoólico ou morte súbita por overdose de cafeína. A longo prazo, contribui para dependência alcoólica, cirrose hepática e acúmulo de gordura abdominal, agravando problemas cardíacos.

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Cuidados

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Para minimizar danos, médicos recomendam evitar completamente a mistura, consumindo cada substância isoladamente e com moderação – no máximo uma dose padrão de álcool por hora, intercalada com água. Hidratação é chave: beba um copo d'água a cada dose alcoólica para diluir toxinas e reduzir desidratação.

Pessoas com hipertensão, arritmias, problemas neurológicos ou intolerância à cafeína devem se abster totalmente. Em baladas, opte por energéticos puros ou álcool puro, e nunca dirija após consumo. Autoridades como a Secretaria de Saúde de Alagoas reforçam: monitore batimentos cardíacos e pare ao primeiro sinal de desconforto.

Campanhas educativas, como as do Ministério da Saúde, visam conscientizar sobre esses riscos, promovendo alternativas não alcoólicas para noites animadas.

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