A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou em janeiro, o recolhimento de medicamentos que apresentaram irregularidades na fabricação e também a apreensão de lotes considerados falsificados. As medidas incluem a suspensão da comercialização, distribuição e uso dos produtos afetados em todo o País.
Um dos casos envolve o lote OA3169 do medicamento Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg, indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais. A ação foi adotada após a empresa MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda. comunicar o recolhimento voluntário do lote, ao identificar que a embalagem do pantoprazol havia sido trocada pela de outro medicamento, a Hidroclorotiazida 25 mg, utilizada no tratamento da hipertensão. A determinação da Anvisa atinge exclusivamente o lote citado.
Outro medicamento com recolhimento determinado é o antialérgico Alektos 20 mg, lote 569889, fabricado pela Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.. Segundo a Anvisa, foi identificada uma falha no encartuchamento, com a presença de blísteres do medicamento Nesina dentro das embalagens do Alektos. Assim como no caso anterior, a própria empresa comunicou o recolhimento voluntário, e o lote teve a comercialização, distribuição e uso suspensos.
Lotes falsificados
Além dos recolhimentos, a Anvisa também determinou a apreensão e proibição de lotes falsificados de medicamentos de alto custo e uso controlado.
No caso do Imbruvica, indicado para o tratamento de diferentes tipos de câncer no sangue, os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 devem ser apreendidos e não podem ser comercializados, distribuídos ou utilizados. A medida foi tomada após a Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda., fabricante original, informar que não produziu esses lotes e que o registro do medicamento na forma de cápsulas foi cancelado.
Já o medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2, teve o lote D838878 proibido. De acordo com a empresa Eli Lilly do Brasil Ltda., detentora do registro do produto, o lote em questão não foi fabricado pela companhia, sendo considerado falsificado.
Também foi determinada a apreensão do lote FM13L62 do medicamento Voranigo, indicado para o tratamento de tumores cerebrais. Segundo a Anvisa, a empresa Laboratórios Servier do Brasil, responsável pela fabricação, informou desconhecer a origem do lote, o que motivou a proibição de armazenamento, comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso do produto.
A Anvisa orienta que consumidores, farmácias, distribuidoras e serviços de saúde verifiquem os lotes dos medicamentos e suspendam imediatamente o uso dos produtos citados, comunicando qualquer irregularidade aos órgãos de vigilância sanitária.




