O Ministério da Saúde iniciou contatos com instituições de pesquisa que estudam doenças priônicas, incluindo a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), que acomete Lito Sousa. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que afirmou que a pasta busca alternativas para que o paciente possa ser incluído em estudos experimentais em andamento.
A mobilização ocorre diante da busca por possibilidades de tratamento e pesquisa para uma condição considerada rara e de evolução grave. A doença de Creutzfeldt-Jakob faz parte do grupo das doenças priônicas, associadas ao acúmulo de proteínas anormais no sistema nervoso e à deterioração progressiva das funções neurológicas.
Segundo Padilha, o Ministério da Saúde já está em contato com instituições que desenvolvem pesquisas nessa área. A intenção é verificar a possibilidade de inclusão de Lito Sousa nos estudos experimentais vigentes, de acordo com os critérios adotados pelas instituições responsáveis pelos protocolos.
O que são doenças priônicas?
As doenças priônicas são enfermidades neurológicas raras relacionadas a alterações no comportamento de proteínas chamadas príons. Essas alterações podem provocar danos progressivos no sistema nervoso.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma das doenças priônicas conhecidas. A condição pode provocar deterioração neurológica progressiva e, por ser rara, envolve desafios específicos para diagnóstico, acompanhamento e pesquisa de tratamentos.
Por isso, estudos científicos são importantes para ampliar o conhecimento sobre a doença e investigar possibilidades terapêuticas.
Mobilização busca ampliar possibilidades de pesquisa
Além da atuação do Ministério da Saúde, a mobilização nas redes sociais pode contribuir para dar visibilidade ao caso de Lito e às pesquisas relacionadas às doenças priônicas.
A proposta é que usuários marquem, nas redes sociais, instituições de pesquisa que trabalham com doenças priônicas e solicitem informações sobre a possibilidade de inclusão de Lito nos protocolos experimentais existentes.
A mobilização, porém, não significa que a participação esteja garantida. A eventual inclusão em um estudo depende dos critérios científicos, médicos e de elegibilidade definidos em cada protocolo de pesquisa.
O contato do Ministério da Saúde com instituições especializadas representa, neste momento, uma tentativa de identificar estudos que possam ser compatíveis com o caso e verificar quais possibilidades estão disponíveis dentro das pesquisas em andamento.




