A redução do limite de velocidade na Avenida do Aeroporto, em Fortaleza, completou um ano em agosto com resultados diferentes para quem circula pela via. Enquanto motoristas e motociclistas reclamam que o trânsito ficou mais lento, o número de acidentes com mortes caiu após a mudança de 80 km/h para 60 km/h.
A alteração foi feita na Avenida Senador Carlos Jereissate, em um trecho de cinco quilômetros entre o Montese e o viaduto da BR-116. A medida foi adotada depois do registro de cerca de 450 acidentes entre 2022 e 2024.
Para quem trabalha diariamente no trânsito, a mudança afetou principalmente a fluidez nos períodos de maior movimento. O motorista por aplicativo Antônio de Paula avalia a situação da via:
“Eu acho que está pior. Porque antes a gente fluía mais rápido.”
A percepção também aparece entre profissionais que trabalham sobre duas rodas e precisam atravessar o trecho durante a rotina de trabalho. O motociclista por aplicativo Eduardo Araújo comenta a experiência de circular pela avenida após a alteração:
“Eu achei que complicou mais, né? Olha como é que tá aí. Complicou mais, reduz a velocidade, faz com que muitos motoristas se atrasem mais, né?”
Limite de velocidade na Avenida do Aeroporto caiu de 80 para 60 km/h
A alteração estabeleceu a velocidade máxima de 60 km/h no trecho definido da Avenida Senador Carlos Jereissate. A mudança teve como objetivo aumentar a segurança de pedestres, ciclistas e condutores.
A medida, porém, divide opiniões entre quem utiliza a avenida. Cláudio Câmara, que passa com frequência pelo local, considera que a redução trouxe mais segurança para diferentes usuários da via.
“Concordo plenamente com a medida. Melhora as condições de tráfego. E segurança principalmente para o pedestre, ciclistas.”
A mudança ocorre em uma avenida utilizada por diferentes tipos de veículos e também por pedestres e ciclistas. A redução da velocidade foi adotada com a intenção de diminuir os riscos associados à circulação no trecho.
Número de acidentes fatais diminuiu após mudança
Apesar das reclamações relacionadas à velocidade e à fluidez, os dados apresentados sobre os acidentes fatais apontam redução após a alteração. Em 2024, foram registrados dois sinistros fatais na Avenida do Aeroporto. Em 2025, o número informado foi de quatro. Já neste ano, houve um sinistro fatal após a redução da velocidade.
O tenente Adriano Silva, do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPRE), relaciona a velocidade ao tempo disponível para reação e às consequências de uma colisão. Ele falou sobre o tema com a TV Cidade Fortaleza:
“Em 2024, houve dois sinistros fatais aqui na Avenida do Aeroporto. Em 2025, quatro, E neste ano, após a redução da velocidade, houve ainda um sinistro fatal. Então, quanto menor a velocidade, mais fluidez. Quanto maior a velocidade, menor o tempo de resposta, maior a destruição de um acidente, maior o impacto.”
O balanço apresentado considera especificamente os acidentes com vítimas fatais. A redução do limite, portanto, tem como principal resultado apontado na matéria a diminuição desse tipo de ocorrência.
Motoristas reclamam de trânsito mais lento
Para quem utiliza o veículo como ferramenta de trabalho, a velocidade de circulação interfere diretamente na rotina. O trânsito mais lento é apontado pelos entrevistados como uma dificuldade adicional para cumprir os deslocamentos.
Ao mesmo tempo, há usuários que consideram a mudança adequada diante da necessidade de proteger quem circula pela via sem utilizar automóveis.
Redução da velocidade busca aumentar segurança
A alteração na Avenida Senador Carlos Jereissate foi implementada em um trecho de cinco quilômetros, entre o Montese e o viaduto da BR-116, após o registro de cerca de 450 acidentes entre 2022 e 2024.
A proposta foi reduzir a velocidade dos veículos para ampliar a segurança de pedestres, ciclistas e condutores. Um ano depois, o número de sinistros fatais apresentado na via é menor no período posterior à mudança.




