A Campanha de Multivacinação realizada em Fortaleza terminou com 214.758 doses de vacinas aplicadas entre 3 de agosto e 1º de setembro. A mobilização foi promovida pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), com o objetivo de identificar doses em atraso e atualizar a caderneta de vacinação da população.
Do total de aplicações, 103.540 doses foram destinadas a crianças e adolescentes menores de 15 anos. Outras 111.218 doses foram aplicadas em pessoas de diferentes faixas etárias, ampliando o alcance da estratégia para além do público infantil.
Apesar do encerramento da campanha, a população não precisa esperar por uma nova mobilização para atualizar a vacinação. Os imunizantes que fazem parte do calendário de rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) continuam disponíveis durante todo o ano nos 134 postos de saúde de Fortaleza.
A orientação da Secretaria Municipal da Saúde é que pais, mães e responsáveis verifiquem a situação vacinal de crianças e adolescentes e procurem uma unidade sempre que houver alguma dose pendente.
Vacinação em Fortaleza inclui proteção contra diversas doenças
Durante a campanha, foram aplicadas vacinas contra diferentes doenças, seguindo as indicações previstas no calendário de vacinação.
Entre os imunizantes administrados estão os que protegem contra febre amarela, gripe, hepatite A, hepatite B, HPV, meningocócica ACWY, pentavalente, pneumocócica 10, poliomielite inativada, rotavírus, tríplice bacteriana adulto, tríplice viral e covid-19. Também foram aplicadas doses de BCG.
A vacina contra a gripe teve participação expressiva no resultado da mobilização. Mais de 66.199 doses do imunizante foram aplicadas durante o período da campanha.
A estratégia de atualização é importante porque a proteção proporcionada pelas vacinas depende do cumprimento das doses previstas para cada faixa etária e situação. Quando há atraso, a pessoa pode ficar temporariamente sem a proteção esperada contra determinadas doenças.
Por isso, as campanhas de multivacinação funcionam também como uma oportunidade para localizar pessoas que não procuraram os serviços de saúde no período indicado para determinada dose.
A secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, reforçou a importância de manter a vacinação atualizada, principalmente entre crianças e adolescentes. Segundo ela, a disponibilidade gratuita dos imunizantes nas unidades de saúde facilita a regularização da caderneta.
Cobertura vacinal ainda exige acompanhamento
Além de garantir proteção individual, a vacinação contribui para aumentar a cobertura da população contra doenças que podem ser prevenidas por imunizantes.
Em Fortaleza, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, BCG e hepatite B, aplicadas nos primeiros dias de vida, apresentam cobertura acima da meta. Já os principais imunizantes do calendário infantil registram índices entre 70% e 85%.
O cenário mostra que, embora parte das vacinas alcance resultados elevados, ainda existe espaço para ampliar a cobertura de determinados imunizantes.
O coordenador da Atenção Primária e Psicossocial de Fortaleza, Erlemus Soares, destaca que as ações de mobilização ampliam as oportunidades para que a população tenha acesso às vacinas e consiga corrigir eventuais atrasos.
A manutenção de índices elevados de vacinação depende de um trabalho permanente das equipes de saúde e também da participação das famílias. A caderneta deve ser acompanhada ao longo do tempo, e não apenas durante campanhas específicas.
Esse acompanhamento é especialmente importante para doenças que podem voltar a circular quando a proteção da população diminui.
O sarampo é um exemplo citado pela Secretaria Municipal da Saúde. A doença chegou a ser controlada no país, mas voltou a registrar circulação, reforçando a necessidade de manter as coberturas vacinais em níveis adequados.
Vacinação contra poliomielite continua sendo importante
Outro ponto destacado pela Secretaria Municipal da Saúde é a necessidade de manter a população protegida contra a poliomielite, doença que pode provocar paralisia infantil.
Embora o Brasil tenha erradicado a doença, o vírus ainda circula de forma endêmica em diferentes regiões do mundo. Com isso, a manutenção da vacinação continua sendo uma medida importante para evitar a reintrodução e a transmissão do vírus no território brasileiro.
A situação também reforça a importância de acompanhar o calendário vacinal mesmo quando determinada doença deixa de apresentar circulação regular no país.
A redução da vacinação pode provocar queda na proteção coletiva e aumentar a vulnerabilidade da população diante da eventual entrada de agentes infecciosos.
Por esse motivo, campanhas como a realizada em Fortaleza não se limitam à aplicação de um grande número de doses em um curto período. Elas também servem para chamar a atenção das famílias para a necessidade de acompanhar regularmente a situação vacinal.
Onde atualizar a caderneta de vacinação em Fortaleza
Com o fim da campanha, os moradores de Fortaleza podem continuar procurando os 134 postos de saúde da Capital para verificar a situação da caderneta e receber as vacinas previstas no calendário de rotina do SUS.
Para crianças e adolescentes, a recomendação é que pais ou responsáveis acompanhem o menor até a unidade de saúde. Sempre que possível, a caderneta de vacinação deve ser apresentada para que a equipe confira quais doses já foram recebidas e identifique eventuais pendências.
Também é necessário apresentar documento de identificação com foto e CPF.
A conferência da caderneta é importante porque permite que a equipe de saúde avalie o histórico de vacinação antes de indicar a atualização necessária. Dessa forma, a família não precisa aguardar uma nova campanha para buscar atendimento.
A disponibilidade contínua das vacinas também permite que a população mantenha o esquema vacinal atualizado ao longo do ano.
A campanha encerrada em 1º de setembro, portanto, representa um reforço temporário na mobilização, mas a vacinação de rotina permanece como uma ação permanente da rede pública de saúde.
Para as famílias, a principal recomendação é simples: verificar a caderneta, identificar possíveis atrasos e procurar uma unidade de saúde para receber orientação e, quando indicado, completar a proteção.
A atualização das vacinas ajuda a reduzir o risco de doenças imunopreveníveis e contribui para manter a proteção coletiva em Fortaleza.




