Fortaleza recebeu nesta quinta-feira (10) o primeiro Fórum Brasil-China de Energia e Mineração, encontro que reuniu empresários, investidores, autoridades e especialistas dos dois países para discutir oportunidades de negócios e investimentos no Ceará. Energia renovável, mineração, transição energética, inovação e sustentabilidade estiveram entre os principais temas da programação.
A escolha da capital cearense está relacionada ao potencial do estado nessas áreas e à estrutura disponível para novos empreendimentos. A expectativa dos participantes é ampliar a aproximação entre empresas e instituições e transformar as discussões em parcerias e negócios.
Fórum Brasil-China destaca potencial do Ceará para novos investimentos
O presidente do IRIS, Felipe Sampaio, destacou a estrutura energética e industrial do Ceará como um dos fatores que justificam a realização do encontro no estado. Ele falou sobre o tema com a TV Cidade Fortaleza:
“Para nós, esse fórum tem um valor estratégico de estar sendo realizado aqui no estado do Ceará, em função de todo o polo energético que a gente tem aqui, o polo industrial que temos aqui, pujante, no estado. O estado do Ceará tem investido muito nos últimos anos nessa parte, e também na questão de produção de energia. Então temos aqui investimento de data center e essa relação, esse modelo que o estado do Ceará tem sido para o Nordeste atrai esse tipo de discussão para o estado.”
O Brasil-China Business Forum 2026 é realizado pela Associação Brasil-China de Negócios (ABCN) e pelo Instituto de Regulação, Inovação e Sustentabilidade (IRIS), com apoio do Grupo Cidade de Comunicação. O encontro ocorre no BS Design, na Aldeota, e foi estruturado para aproximar empresas, investidores, órgãos públicos e representantes dos setores de infraestrutura, energia e mineração.
Relação entre Brasil e China deve avançar para investimentos e tecnologia
Além das relações comerciais já existentes entre os dois países, o fórum busca ampliar as possibilidades de cooperação em áreas como tecnologia e industrialização.
Para o presidente da Associação Brasil-China de Negócios, Marcos Paulo, a proposta é ampliar o alcance dessa relação:
“Sair da relação hoje do Brasil e da China, que é puramente comercial, uma relação de compra e venda, para passar a ser uma discussão de investimentos, atração de tecnologia, atração de indústrias chinesas aqui para o nosso Brasil e especialmente para o Ceará. Esse é um dos pontos da importância de termos um evento como esse aqui em Fortaleza, aqui no Ceará.”
A programação coloca no centro da discussão temas considerados estratégicos para os próximos anos, entre eles transição energética, segurança energética, minerais estratégicos, inovação e sustentabilidade.
Energia renovável é um dos principais atrativos do Ceará
A capacidade de geração de energia limpa é apontada como uma das condições que podem favorecer a atração de novos empreendimentos para o estado.
O secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó, citou diferentes fatores que, na avaliação dele, compõem a estrutura necessária para receber novos investimentos:
“Nós temos geração de energia. Energia limpa, renovável. E mais do que isso, nós temos um planejamento estratégico, nós temos ambiência, nós temos uma zona de processamento e exportação que dá segurança jurídica, nós temos um empresariado cearense muito bem preparado e com investimento em infraestrutura também e temos o Governo do Estado. Além da nossa localização geográfica.”
A programação do fórum foi organizada para promover a aproximação entre empresas, investidores e representantes do poder público.
Mineração ganha espaço nas discussões sobre nova indústria
A mineração também ocupa uma posição central no fórum, especialmente pela importância dos minerais utilizados na fabricação de equipamentos, tecnologias e sistemas ligados à produção de energia.
O diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Mauro Sousa, destacou a variedade de minerais envolvidos nas novas demandas industriais:
“O Brasil tem sido um grande fornecedor de minerais de modo geral, especialmente o ferro, mas hoje Se fala em lítio, cobre, níquel, terras raras. E o Brasil está começando a descobrir isso e se preparar para uma nova revolução industrial, poderíamos dizer assim. Então o Brasil e o Ceará também concentram boa parte disso, mas também têm uma logística importante.”
A discussão sobre minerais estratégicos integra a agenda do evento ao lado da transição energética e da segurança energética. A proposta é aproximar esses setores das oportunidades de investimento e desenvolvimento industrial.
Grupo Cidade participa da realização do fórum em Fortaleza
O Grupo Cidade de Comunicação também participa da iniciativa como parceiro na realização do encontro. A presença da empresa integra a proposta de aproximar os setores empresarial e político das discussões sobre a economia do Ceará.
O diretor-geral do Grupo Cidade de Comunicação, Edson Ferreira, destacou a participação da empresa na articulação promovida pelo fórum:
“Hoje o Grupo Cidade está presente nesse Fórum Brasil-China, junto com a Associação Brasil-China de Comércio, junto também com o Instituto de Inovação, que é o IRIS, que faz essa conexão com todos os empresários do Brasil, junto com o Ceará. O Ceará vem despontando com uma grande economia do Nordeste. E o Grupo Cidade está presente e apoiando todas essas discussões com os setores empresariais e políticos e todos aqueles que movimentam a economia do nosso estado.”
O evento reúne representantes de diferentes segmentos ligados à infraestrutura, energia e mineração com o objetivo de criar novas conexões entre empresas e instituições.
Fórum debate transição energética, inovação e minerais estratégicos
A transição energética é um dos principais eixos do Brasil-China Business Forum 2026. O primeiro painel está previsto para começar às 14h, com representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), do Governo do Ceará, da empresa chinesa FiberHome e da Servtec. A moderação será feita por Felipe Sampaio, presidente do IRIS.
A iniciativa também busca ampliar as possibilidades de negócios para além da relação entre Brasil e China, conectando os participantes a oportunidades com outros mercados.
O vice-presidente de Comunicação da ABCN, Whalles Zarur, ressaltou a expectativa de que as conexões construídas no encontro avancem para novas parcerias.
“Fomentando em novas parcerias, grandes negócios, não só entre a China como entre outros países do globo terrestre. Para nós, é de uma importância muito grande trazer esse ineditismo de um evento com essa temática tão importante ao estado do Ceará, que é a energia e os minérios.”




