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ELEIÇÕES

Ceará já tinha 1.152 votos contabilizados antes de pausa na apuração; veja parcial

Às 17h06, dados de quatro seções eleitorais do estado já estavam disponíveis; Lula somava 782 votos válidos e Flávio Bolsonaro, 335, antes da interrupção nacional da totalização

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Ceará já tinha 1.152 votos contabilizados antes de pausa na apuração; veja parcial
Do total de 1.152 votos registrados nessas seções, 1.117 eram válidos, 14 foram brancos e 21, nulos. Foto: Júnior Souza / TRE-AM

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia divulgado uma primeira parcial da votação no Ceará antes de interromper a totalização dos votos do segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25). Às 17h06, seis minutos depois do horário inicialmente previsto para o encerramento da votação, quatro seções eleitorais do estado tinham sido contabilizadas, com 1.152 votos registrados.

Nesse recorte inicial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somava 782 votos válidos, o equivalente a 70,01%. Flávio Bolsonaro (PL) aparecia com 335 votos, ou 29,99% dos válidos. Os números são referentes apenas às quatro seções totalizadas naquele momento e não indicam o resultado geral do Ceará.

Leia também: Polícia Federal abre inquérito sobre falta de transporte público durante o segundo turno

Do total de 1.152 votos registrados nessas seções, 1.117 eram válidos, 14 foram brancos e 21, nulos. Depois da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação até as 19h, a divulgação dos resultados foi interrompida em todo o país.

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A pausa ocorreu quando o sistema do TSE registrava a totalização de 0,25% das seções eleitorais brasileiras. Na parcial nacional, Lula tinha 193.574 votos, correspondentes a 57,66%, enquanto Flávio Bolsonaro somava 142.169 votos, ou 42,34%. Os percentuais também eram preliminares.

Naquele horário, a divulgação de resultados também já havia começado no Pará, no Maranhão, na Bahia e em Goiás. No Pará, a parcial registrava 35.292 votos válidos, com 65,03% para Lula e 34,97% para Flávio. No Maranhão, eram 2.937 votos válidos, com 75,86% para o petista e 24,14% para o candidato do PL.

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Em Goiás, Flávio Bolsonaro aparecia com 55,11%, contra 44,89% de Lula, em uma parcial de 1.711 votos válidos. Na Bahia, o presidente registrava 72,20%, enquanto o senador tinha 27,80%, em um total de 1.590 votos válidos.

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Os dados correspondiam ao início da apuração e poderiam mudar à medida que outras seções fossem totalizadas. A interrupção temporária da divulgação ocorreu após a decisão judicial que alterou o horário de encerramento da votação.

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Por que a totalização dos votos foi interrompida?

O ministro Cristiano Zanin determinou inicialmente a prorrogação da votação em todo o Brasil até as 19h, duas horas além do horário previsto. A medida atendeu a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, ligada à campanha de Lula, que alegou dificuldades no transporte público em diferentes cidades.

A campanha sustentou que a redução da frota de ônibus poderia impedir eleitores de chegar às seções eleitorais. A decisão foi tomada após os relatos chegarem ao STF, às 16h32, segundo o registro mencionado pelo ministro.

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Depois da ordem, o TSE interrompeu temporariamente a totalização. Em seguida, Zanin esclareceu que a prorrogação deveria ser aplicada somente às seções eleitorais que ainda estavam abertas no momento da decisão. Nas urnas já fechadas, os votos deveriam ser computados e totalizados normalmente.

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O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou orientação aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais para que as seções ainda abertas permanecessem em funcionamento até as 19h, no horário de Brasília.

A decisão inicial havia sido tomada perto do horário previsto para o encerramento da votação. Por isso, parte das seções já tinha fechado as urnas quando a determinação foi divulgada. O esclarecimento posterior estabeleceu como a prorrogação deveria ser cumprida.

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Campanha de Lula pediu extensão em vários estados

Antes de recorrer ao STF, a campanha de Lula havia solicitado ao TSE a ampliação do horário de votação. O pedido inicial envolvia Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, e depois foi estendido a localidades de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

Posteriormente, a coligação pediu que a medida valesse em todo o país, argumentando que eleitores de diferentes cidades enfrentavam obstáculos semelhantes para chegar às urnas. A campanha também solicitou a manutenção do transporte público gratuito, com frota equivalente à dos dias úteis, por até duas horas depois do novo encerramento da votação.

Em João Pessoa, na Paraíba, a Ouvidoria do Ministério Público estadual recebeu mais de 30 denúncias relacionadas ao transporte coletivo. Entre os relatos estavam ônibus que não pararam nos pontos e falta de veículos intermunicipais no terminal rodoviário.

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Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento da frota integral de ônibus. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia também determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Pablo Souza, em meio à controvérsia sobre a circulação de veículos. A Prefeitura de Salvador afirmou que as empresas enfrentaram dificuldades operacionais para liberar todos os ônibus, incluindo problemas com adesivos de campanha em parte da frota.

Em Teresina, uma decisão estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da determinação para restabelecer o transporte.

Na capital paulista, a campanha de Lula afirmou que a frota operava com cerca de 60% da capacidade. Um levantamento apresentado pela coligação indicou redução média de 31,4% na circulação de ônibus entre 11h e 14h, na comparação com os dias úteis da mesma semana.

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A Prefeitura de São Paulo afirmou ter comunicado às empresas, no sábado (24), a exigência de operação com a frota completa. A SPTrans disse que a ampliação em prazo curto exigia ajustes nas escalas, jornadas e rotinas de trabalho.

A coligação também pediu que o TSE orientasse a Polícia Federal e outras autoridades policiais a prender em flagrante responsáveis por impedir eleitores de votar. Para fundamentar a solicitação, citou 249,7 mil publicações e 848,7 mil interações sobre transporte nas plataformas digitais entre 8h e 13h30.

Campanha de Flávio também pediu mais tempo para votar

A campanha de Flávio Bolsonaro também acionou a Justiça Eleitoral para solicitar a extensão do horário de votação em municípios afetados por problemas que poderiam dificultar o acesso às urnas.

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Entre as localidades citadas nas informações fornecidas estão Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte com locais de votação sem energia elétrica. No Rio Grande do Sul, o pedido abrangia São Borja, Itaqui e Uruguaiana, cidades atingidas por fortes chuvas e pela cheia do rio Uruguai.

As informações sobre os municípios incluídos no pedido da campanha de Flávio apresentam divergência entre os materiais de referência: um deles cita Minas Gerais e Rio Grande do Sul, enquanto outro menciona São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A lista definitiva deve ser confirmada com o documento protocolado pela campanha.

Pelas regras eleitorais, quem já estava dentro do local de votação às 17h tinha direito de votar, com distribuição de senhas para organizar o atendimento. Após o esclarecimento de Zanin, as seções que ainda estavam abertas deveriam continuar recebendo eleitores até as 19h, enquanto os votos das urnas já fechadas seguiriam para a totalização.

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