O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou uma nota neste domingo (1º) em que acusa o Judiciário brasileiro de perseguição e critica a TV Globo. Na manifestação, divulgada na rede social X às 19h06, o parlamentar também justificou sua saída do Brasil e afirmou que pretende conceder entrevistas a veículos de comunicação nacionais e internacionais.
“Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil”, escreveu Flávio ao anunciar que pretende conversar com grandes veículos nos próximos dias.
A publicação já ultrapassava 796 mil visualizações pouco depois de ser divulgada. No texto, o senador questionou medidas judiciais determinadas após o segundo turno das eleições, realizado em 25 de outubro, e contestou a atuação das autoridades brasileiras.
Flávio critica reportagem prevista no Fantástico
Um dos pontos centrais da nota é a crítica à TV Globo. Flávio afirmou que foi procurado por diferentes veículos de comunicação e recebeu um convite da emissora para uma entrevista exclusiva.
Segundo o senador, ele aceitou participar desde que a conversa fosse exibida integralmente, sem cortes e sem restrições de assuntos. Ele afirma que a emissora não concordou com a condição e desistiu da entrevista.
Flávio também mencionou uma reportagem sobre ele que, segundo sua publicação, seria exibida pelo Fantástico neste domingo. O parlamentar alegou que não teria direito de resposta e acusou o grupo de comunicação de tentar prejudicar sua reputação.
As informações sobre a negociação da entrevista e a ausência de direito de resposta foram apresentadas pelo próprio senador. A nota não apresenta a versão da emissora sobre o episódio.
Senador questiona medidas judiciais após eleição
Flávio também voltou a criticar as medidas cautelares determinadas pela Justiça após o segundo turno. Ele afirmou que a decisão foi tomada apenas sete minutos depois do anúncio do resultado eleitoral e classificou a medida como perseguição.
A Polícia Federal informou que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) medidas cautelares contra o senador após identificar risco de saída do país.
Entre as medidas estavam o cancelamento dos passaportes brasileiros, a proibição de deixar o território nacional e a restrição de contato com o advogado Willer Tomaz, também investigado no procedimento.
Segundo a PF, Flávio foi intimado na manhã de 26 de outubro a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas, mas não cumpriu a determinação.
A corporação também esclareceu que não havia registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros. A PF afirmou ainda que as restrições relacionadas aos documentos de viagem não caracterizavam, por si só, a condição de foragido.
Flávio menciona Jair Bolsonaro e critica o STF
Na nota, o senador também mencionou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Flávio afirmou que recebeu a intimação da Polícia Federal ao deixar a residência do pai e descreveu o momento como uma situação de perseguição. Também contestou a condenação de Jair Bolsonaro, afirmando que ele não teria cometido crime.
O parlamentar ainda fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e mencionou uma suposta atuação policial envolvendo pertences pessoais de suas filhas. Essas alegações foram apresentadas por Flávio na publicação e não devem ser confundidas com fatos comprovados sobre a investigação.
Ao final, o senador afirmou que não se arrepende de suas decisões durante a campanha presidencial e prometeu ampliar as conversas com veículos de comunicação. “Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz”, escreveu. Confira a nota completa no Instagram do GCMais.




