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SEGURANÇA

Assembleia aprova projeto para liberar armas do Estado a policiais aposentados no Ceará

Proposta de Elmano de Freitas contempla policiais civis e penais, peritos, auxiliares de perícia, policiais militares e bombeiros da reserva; transferência dependerá de autorização e cumprimento de requisitos legais

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Assembleia aprova projeto para liberar armas do Estado a policiais aposentados no Ceará
As armas poderão ser doadas para agentes de seguraça aposentados e deverão ser usadas exclusivamente para defesa pessoal, conforme prevê o projeto aprovado. Foto: Divulgação/Governo do Ceará

A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) aprovou, nesta terça-feira (3), o projeto de lei do Governo do Estado que autoriza a doação de armas de fogo institucionais a profissionais das Forças de Segurança que se aposentaram ou passaram para a reserva remunerada. A proposta contempla policiais civis e penais, peritos e auxiliares de perícia, além de policiais militares e bombeiros militares.

Com a aprovação dos deputados estaduais, o texto segue para o Gabinete do Governador, onde poderá ser sancionado por Elmano de Freitas. A medida estabelece que os profissionais interessados poderão solicitar a transferência de armamentos pertencentes ao acervo institucional do Estado, desde que atendam às exigências legais e administrativas.

Leia também: PEC da Segurança Pública: veja como votaram os três senadores do Ceará

A autorização não será automática. Cada pedido deverá ser apresentado pelo interessado e analisado pelo órgão ao qual ele esteve vinculado durante a carreira. A concessão também dependerá da comprovação de condições físicas, psicológicas e técnicas para a posse e o uso seguro da arma.

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Quem poderá receber as armas no Ceará?

O projeto abrange diferentes categorias das forças estaduais de segurança. Estão incluídos:

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  1. Policiais civis aposentados;
  2. Policiais penais aposentados;
  3. Peritos e auxiliares de perícia aposentados;
  4. Policiais militares da reserva remunerada;
  5. Bombeiros militares da reserva remunerada.

A transferência será realizada por meio de doação do armamento que integra o patrimônio institucional do Estado. Para isso, o profissional deverá formalizar o pedido e obter autorização do órgão de origem.

Além dos procedimentos administrativos, será necessário cumprir as condições previstas na legislação para autorização, registro e porte de arma de fogo. O projeto também exige que o beneficiário tenha capacidade física, psicológica e técnica para manter o equipamento sob sua responsabilidade.

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Profissionais que não comprovarem essas condições não poderão receber o armamento. A análise individual dos pedidos ficará sob responsabilidade das instituições às quais os agentes estiveram vinculados.

Armas serão destinadas exclusivamente à defesa pessoal

O texto aprovado pelos deputados estabelece limites para a utilização dos equipamentos. As armas doadas deverão ser usadas exclusivamente para defesa pessoal, sem autorização para atividades profissionais ou finalidades lucrativas.

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Depois de receber o armamento, o beneficiário também assumirá a responsabilidade pela guarda e conservação. A obrigação inclui os custos de manutenção, eventuais reparos e aquisição de munições.

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A proposta prevê que o profissional aposentado ou transferido para a reserva possa continuar com uma arma que fazia parte do acervo institucional, desde que cumpra as exigências estabelecidas e utilize o equipamento dentro da finalidade permitida.

Elmano apresentou proposta à Assembleia Legislativa

O governador Elmano de Freitas assinou a mensagem que encaminhou o projeto à Alece nesta terça-feira (3). Durante a apresentação da iniciativa, ele afirmou que a intenção é permitir que os profissionais mantenham uma arma para proteção pessoal depois de deixarem as instituições de segurança.

O governador também mencionou a dedicação dos servidores ao longo da carreira e a possibilidade de ficarem sem o armamento institucional quando passarem à aposentadoria ou à reserva.

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“Isso é algo fundamental, porque representa o reconhecimento a todos esses profissionais, que ao se afastarem da instituição, às vezes ficam sem suas armas. E nós queremos dar a esse profissional o absoluto reconhecimento da sua vida dedicada. Por isso, estamos encaminhando essa mensagem para garantir que, ao deixarem a instituição, possam permanecer com a arma, assegurando sua proteção e segurança”, declarou.

Elmano afirmou ainda que a proposta segue uma prática adotada pela Polícia Federal, que permite a policiais e delegados permanecerem com armamentos depois de deixarem a atividade.

“Hoje, a Polícia Federal já adota essa prática com seus policiais e delegados. E nós estamos incorporando esse procedimento às forças de segurança do Ceará e ao sistema penal cearense. Pode ter certeza de que não vamos parar de fortalecer as forças de segurança do Ceará para enfrentar, cada vez com mais força, o crime organizado no estado”, afirmou.

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Governador pediu apoio dos deputados

Em publicação nas redes sociais, nesta terça, Elmano também explicou que os profissionais que permanecem na ativa já contam com essa possibilidade no Ceará. A proposta enviada ao Legislativo pretende estender a medida aos servidores que se aposentaram ou passaram para a reserva remunerada.

“É mais uma forma de valorizar quem sempre cuidou da nossa gente! Conto com o apoio dos parlamentares para aprovação dessa importante conquista”, escreveu.

A apresentação do projeto ocorreu em agenda com representantes das forças de segurança e da administração penitenciária. Participaram o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, e o secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque.

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Também estiveram presentes o comandante-geral da Polícia Militar do Ceará (PMCE), coronel Sinval Sampaio; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), coronel Cláudio Barreto; a delegada-geral adjunta da Polícia Civil do Ceará (PCCE), Teresa Cruz; e o perito-geral adjunto da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), Átila Einstein.

Com a aprovação na Assembleia Legislativa, o projeto segue para o Gabinete do Governador. A sanção da lei será a próxima etapa para que as regras de transferência das armas institucionais possam entrar em vigor.


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