Ronaldo Olavo de Almeida, de 41 anos, foi preso em São Paulo, no último sábado (31), suspeito de matar o caminhoneiro Jair Sardi Júnior, de 46 anos, durante uma discussão. Natural do Ceará, o investigado trabalha como encarregado de obras e é filho de Agamenon Alves de Almeida, ex-vereador do município de Ipaporanga, no Sertão de Crateús.
A vítima foi atacada com uma barra de ferro enquanto aguardava um ônibus na companhia de um amigo. Imagens de uma câmera de segurança registraram a agressão. De acordo com as informações da investigação, Jair recebeu cinco golpes, inclusive na cabeça, e morreu em decorrência dos ferimentos.
Ronaldo foi localizado depois de entrar em contato com a polícia e informar que era procurado pelo crime. Ele próprio combinou um encontro com os investigadores dentro da comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, onde se entregou. A prisão ocorreu cerca de uma semana depois do homicídio.
O celular do suspeito foi apreendido. Ele também se comprometeu a entregar às autoridades as roupas que vestia no dia do ataque. A polícia busca esclarecer o que provocou o desentendimento e como a discussão terminou na morte do caminhoneiro.
Como começou a discussão que terminou na morte do caminhoneiro
Jair havia saído do trabalho e estava com amigos em um bar movimentado. Segundo o relato de um dos colegas, um rapaz se envolveu em uma discussão no estabelecimento, mas a confusão aparentemente havia terminado naquele momento.
Mais tarde, Jair deixou o local acompanhado de um amigo. Os dois estavam em um ponto de ônibus quando um homem se aproximou e começou a discutir com o caminhoneiro. Uma testemunha relatou que o agressor acusava Jair de ter mexido com mulheres dentro do bar. A vítima negou a acusação.
Depois da discussão inicial, o homem se afastou. No entanto, ele teria ido até um local onde havia entulhos, pegado uma barra de ferro e retornado em direção aos dois homens.
O primeiro golpe atingiu a cabeça de Jair, que caiu no chão. Mesmo com a vítima caída e desacordada, o agressor continuou a atacá-la. O amigo do caminhoneiro tentou intervir, mas não conseguiu impedir a sequência de agressões. Depois do ataque, o suspeito fugiu.
As imagens de uma câmera de segurança registraram a violência. A polícia aponta que Jair foi atingido cinco vezes com a barra de ferro.
Cearense é filho de ex-vereador de Ipaporanga
Ronaldo Olavo de Almeida tem 41 anos, trabalha como encarregado de obras e é filho de Agamenon Alves de Almeida, que exerceu mandato de vereador em Ipaporanga, município localizado no Sertão de Crateús, no Ceará.
O investigado não tinha antecedentes criminais. Após a prisão, ele ficou sujeito à prisão temporária por um prazo de 30 dias.
A entrega ocorreu por iniciativa do próprio suspeito, que telefonou para a delegacia e marcou o encontro com os investigadores em Paraisópolis. A localização foi combinada dentro da comunidade, uma das maiores da capital paulista.
A polícia apreendeu o telefone celular de Ronaldo e aguarda a entrega das roupas utilizadas por ele no dia do crime. Os materiais poderão integrar a investigação, que ainda procura esclarecer as circunstâncias do desentendimento e a responsabilidade do investigado.
Vítima era pai de adolescente e cuidava da mãe
Jair Sardi Júnior tinha 46 anos, trabalhava como caminhoneiro e era pai de um adolescente de 17 anos. Ele também cuidava da mãe, de 76 anos.
A morte ocorreu um dia depois de uma comemoração familiar. A irmã da vítima havia sido aprovada no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conquista que era motivo de alegria para a família. Em relato sobre a aprovação, a irmã afirmou que estava muito feliz por ter alcançado o objetivo.
Defesa de Ronaldo afirma que não há reconhecimento de culpa
A defesa de Ronaldo Olavo de Almeida divulgou uma nota na qual afirma que ainda não existe uma conclusão definitiva sobre as circunstâncias do caso ou sobre a responsabilidade do investigado.
A defesa declarou que a apresentação do suspeito à polícia não deve ser interpretada como um reconhecimento de culpa. Também informou que Ronaldo não estava mais no 42º Distrito Policial (DP), unidade que havia sido indicada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo em uma nota enviada ao Diário do Nordeste.
O advogado informou ainda que a defesa sustenta a tese de legítima defesa. Segundo ele, essa alegação deverá ser analisada a partir das provas produzidas durante a investigação.
A polícia continua apurando o caso para esclarecer a origem do conflito e as circunstâncias em que Jair foi atingido. Ronaldo permanece sob prisão temporária enquanto os investigadores trabalham na coleta de elementos relacionados ao homicídio.




