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FENÔMENO NATURAL

Tempestade geomagnética atinge a Terra neste fim de semana e pode afetar satélites e GPS

Informação foi confirmada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos

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Tempestade geomagnética atinge a Terra neste fim de semana e pode afetar satélites e GPS
Imagem: reprodução.


Uma tempestade geomagnética de intensidade fraca deve atingir a Terra neste fim de semana, com possibilidade de provocar pequenas alterações no funcionamento de satélites, sistemas de comunicação e equipamentos de navegação. O alerta da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê atividade de nível G1, entre este sábado (7) e domingo (8), com efeitos mais concentrados em regiões próximas aos polos. O fenômeno também pode favorecer a formação de auroras boreais em áreas de altas latitudes.

A previsão é acompanhada pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA (SWPC), responsável pelo monitoramento das condições do ambiente espacial e dos fenômenos relacionados à atividade solar.

O alerta está associado à chegada de uma corrente de vento solar de alta velocidade, originada em um buraco coronal na atmosfera do Sol. Ao alcançar a Terra, as partículas carregadas interagem com o campo magnético do planeta e podem provocar alterações temporárias na atividade geomagnética.

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Na escala utilizada pela NOAA, G1 representa uma tempestade geomagnética fraca, o primeiro dos cinco níveis de intensidade. A classificação vai até G5, considerada extrema. A previsão mais recente mantém o nível máximo esperado em G1 para o período de 7 a 9 de novembro, embora as condições possam ser atualizadas conforme o comportamento do vento solar.

O que provoca uma tempestade geomagnética?

A origem do fenômeno está relacionada à atividade do Sol, que libera continuamente partículas carregadas e energia em diferentes direções do espaço.

Neste episódio, a NOAA identificou uma corrente de vento solar de alta velocidade proveniente de um buraco coronal de polaridade negativa. Essas regiões são áreas da atmosfera solar nas quais o campo magnético permite que partículas escapem com maior facilidade para o espaço.

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O fluxo de partículas forma o chamado vento solar. Quando uma corrente mais rápida alcança a Terra, pode interagir com a magnetosfera, estrutura formada pelo campo magnético terrestre que funciona como uma proteção natural contra parte da atividade proveniente do Sol.

Essa interação provoca perturbações no campo magnético do planeta. Quando são suficientemente intensas, essas alterações recebem a classificação de tempestades geomagnéticas.

A intensidade depende de fatores como a velocidade do vento solar, a quantidade de partículas e a orientação do campo magnético que chega à Terra.

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Quais são os possíveis efeitos sobre satélites, GPS e comunicações?

Os impactos de uma tempestade geomagnética variam conforme a intensidade do fenômeno e a região do planeta atingida. Mesmo nos níveis mais baixos, podem ocorrer pequenas alterações em sistemas tecnológicos, especialmente nas áreas de maior exposição à atividade geomagnética.

Entre os efeitos possíveis estão:

- Pequenas alterações nas operações de satélites;

- Oscilações fracas em redes de distribuição de energia elétrica;

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- Interferências na propagação de sinais de rádio de alta frequência;

- Alterações na precisão de sistemas de navegação por satélite;

- Perturbações em equipamentos que dependem de sinais de comunicação e posicionamento.

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No entanto, a previsão atual é de uma tempestade de nível G1, considerada fraca. Isso significa que os possíveis impactos tendem a ser limitados.

A NOAA aponta que, nessa categoria, podem ocorrer pequenas oscilações em redes elétricas e efeitos menores nas operações de satélites. As regiões próximas aos polos magnéticos são as mais suscetíveis às perturbações.

É importante destacar que a previsão não significa que todos esses problemas necessariamente acontecerão. Os efeitos dependem das condições registradas durante a passagem da corrente de vento solar e da sensibilidade dos equipamentos e sistemas envolvidos.

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O fenômeno representa perigo para a população?

Apesar de chamar a atenção pelo potencial de interferência em equipamentos tecnológicos, uma tempestade geomagnética de nível G1 não representa perigo direto para a população em geral.

A Terra possui duas importantes estruturas naturais de proteção: o campo magnético e a atmosfera. Juntas, elas ajudam a proteger a superfície do planeta contra grande parte das partículas carregadas provenientes do Sol.

Por isso, os efeitos de uma tempestade geomagnética fraca são observados principalmente em sistemas tecnológicos e infraestruturas específicas, e não como uma ameaça direta à saúde das pessoas que estão na superfície terrestre.

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Os serviços responsáveis pelo monitoramento espacial acompanham continuamente as condições do vento solar e as alterações no campo magnético para identificar possíveis mudanças na intensidade dos fenômenos.

A classificação G1 também ajuda operadores de satélites, redes elétricas e sistemas de comunicação a avaliar possíveis impactos e acompanhar as condições de funcionamento de seus equipamentos.

Tempestade geomagnética pode provocar auroras?

Um dos efeitos mais conhecidos das tempestades geomagnéticas é a possibilidade de formação de auroras boreais e austrais.

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Esses fenômenos luminosos acontecem quando partículas carregadas provenientes do espaço interagem com gases presentes na atmosfera terrestre. A colisão libera energia em forma de luz, produzindo faixas e cortinas coloridas que podem ser observadas no céu.

As auroras boreais ocorrem no hemisfério norte, enquanto as austrais aparecem no hemisfério sul. A possibilidade de observação aumenta quando a atividade geomagnética se intensifica, permitindo que o fenômeno alcance regiões mais distantes dos polos.

Neste fim de semana, a NOAA aponta possibilidade de auroras em áreas de altas latitudes, incluindo regiões do norte dos Estados Unidos, como o norte de Michigan e o estado do Maine.

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A observação, entretanto, depende de fatores como a intensidade efetiva da tempestade, as condições meteorológicas, a ausência de luminosidade artificial e a localização de quem pretende acompanhar o fenômeno.

No Brasil, não há expectativa de auroras visíveis associadas à tempestade prevista para este fim de semana. A intensidade estimada é insuficiente para favorecer a ocorrência do fenômeno em latitudes tão distantes das regiões polares.

A previsão da NOAA segue sendo atualizada conforme o comportamento da atividade solar. Por isso, os níveis de intensidade e as possibilidades de observação de auroras podem mudar ao longo dos próximos dias.

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