Cigarro eletrônico pode prejudicar fertilidade de homens e mulheres | Portal GCMAIS

Jovem Pan News FM 92.9

AO VIVO
"VAPE"
Cigarro eletrônico pode prejudicar fertilidade de homens e mulheres
A venda do produto é proibida no Brasil
Tiago Lima
Postado em 16 de abril de 2022
Cigarro eletrônico pode prejudicar fertilidade de homens e mulheres
conforme os especialistas, uma vez instalada, a dependência relacionada ao cigarro eletrônico demandará acompanhamento especializado. Foto: Divulgação

Muito comum entre os jovens, o chamado cigarro eletrônico pode trazer também problemas para a saúde reprodutiva.

>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<

De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, homens e mulheres fumantes têm três vezes mais chances de se tornarem inférteis, comparados aos não fumantes.

Mesmo com a venda sendo proibida no Brasil, é possível encontrar os cigarros eletrônicos em todo o país. Assim como o tabaco convencional, o consumo do produto também traz uma série de riscos para a saúde, incluindo danos ao sistema reprodutivo de homens e mulheres.

Leia mais | Banco Central divulga nova repescagem para saque de valores esquecidos

Conforme uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o uso desse dispositivo aumenta em três vezes o risco de experimentação do cigarro à combustão. Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, fumantes têm três vezes mais chances de se tornarem inférteis, comparados aos não fumantes.

Qualquer produto proveniente do tabaco, como charuto e cachimbo, traz os mesmos riscos do cigarro convencional ou eletrônico.

Para o médico especialista em medicina reprodutiva, Daniel Diógenes, o cigarro eletrônico prejudica a qualidade dos espermatozoides.

As pessoas pensam que o cigarro eletrônico é menos nocivo do que o cigarro convencional, mas isso é um grande equívoco. Para a sua composição também é utilizado a nicotina e outras substâncias que podem trazer sérios problemas para a fertilidade masculina, diminuindo as chances de um casal conseguir engravidar.

“Vape”

O “vape” é feito por uma lâmpada de LED, bateria, microprocessador, sensor, atomizador e cartucho de nicotina líquida. Essa última é aquecida por uma pequena resistência, produzindo vapor.

O produto expõe o organismo a uma série de elementos químicos gerados de formas diferentes. O primeiro ocorre pelo próprio dispositivo (nanopartículas de metal). O segundo é devido ao processo de aquecimento ou vaporização, já que alguns produtos contidos no vapor de cigarros eletrônicos incluem carcinógenos conhecidos e substâncias citotóxicas, potencialmente causadoras de doenças pulmonares e cardiovasculares.

O tabagismo acaba causando uma concentração de nicotina no fluído folicular do ovário, interferindo de forma significativa na qualidade dos óvulos. Além disso, as mulheres que fumam têm 30% mais chances de terem infertilidade.

Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou na segunda-feira (11) a etapa de participação social no processo que analisa o consumo de cigarros eletrônicos. Nesta fase, a Anvisa vai receber evidências técnicas e científicas sobre esses produtos, também conhecidos como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF).

O objetivo da agência é reunir informações a favor e contra o uso do cigarro com fundamentação científica, fornecidas por pesquisadores e instituições, para embasar decisões futuras envolvendo a comercialização e o uso desses produtos.

Logo após a abertura do processo pela Anvisa, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), já se posicionou veementemente contra a liberação dos cigarros eletrônicos. Para a entidade, eles são uma ameaça à saúde pública.

Venda proibida

No ano de 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, comercialização e propaganda dos dispositivos eletrônicos para fumar, que além dos cigarros incluem os produtos de tabaco aquecido.

>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

Deixe seu comentário