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"Não tem mágica, é continuidade", diz novo ministro da Saúde

Em entrevista exclusiva, Marcelo Queiroga e Eduardo Pazuello falam sobre transição e continuidade no combate à pandemia

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"Não tem mágica, é continuidade", diz novo ministro da Saúde
Foto: GCMais

Em entrevista exclusiva à Record TV nesta terça-feira (16), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o indicado para substituí-lo, Marcelo Queiroga, reforçaram que haverá continuidade das políticas na gestão do ministério no enfrentamento à pandemia de covid-19. “Não podemos perder nem um minuto”, disse Pazuello sobre as ações de combate à doença. A entrevista será exibida no Jornal da Record nesta noite.

Nesta quarta-feira (17), ambos estarão no Rio de Janeiro para o evento que marcará a distribuição das primeiras vacinas de Oxford fabricadas pela Fiocruz.

Queiroga afirmou que o uso da cloroquina e outros medicamentos, como ivermectina e azitromicina, são opções, mas não são política de governo. "Não vamos perder tempo com que não sabemos se funciona", disse.

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Sobre a transição, Pazuello afirmou que ela será feita até a próxima terça-feira (23) e que os militares continuarão em seus cargos até que o novo ministro decida. “Todas as pessoas que estão comigo permanecem enquanto o Marcelo faz a transição para a equipe que ele vai escolher gradativamente”.

Questionado sobre os acordos que foram feitos com o presidente Jair Bolsonaro ao aceitar o cargo, Queiroga disse que  “não há acordo” e que foi convocado para cumprir uma missão, no momento em que o país enfrenta uma grave crise sanitária. “A política é de governo, Bolsonaro foi o escolhido nas urnas”, reforçou o futuro ministro. “Não tem vara de condão, nem mágica, é a continuidade do que vem sendo feito, com ajustes quando necessário”, disse.

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O general Pazuello disse que não há mágoas com o presidente, que decidiu trocar o comando do ministério. “Estamos todos na mesma missão. Não há militares ou não militares no governo. Há brasileiros no governo”.

Com relação ao que pretende colocar em prática quando assumir de vez a pasta, Queiroga disse que as medidas de controle da doença são as clássicas, que é contra o lockdown ou isolamento radical. O médico defendeu ainda a ampla vacinação da população.

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