PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Bolsonaro veta nome de João Goulart em trecho de rodovia

Ao justificar o veto, Bolsonaro argumentou que o projeto “contraria o interesse público"

Compartilhe
Bolsonaro veta nome de João Goulart em trecho de rodovia
Foto: GCMais

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o Projeto de Lei 4261/12, do Senado, que denomina "Rodovia Presidente João Goulart" o trecho da BR-153 localizado entre  Cachoeira do Sul (RS) e a cidade de Marabá (PA). O veto foi publicado na edição do Diário Oficial da União da última quinta-feira (14).

Ao justificar o veto, Bolsonaro argumentou que o projeto “contraria o interesse público ao pretender denominar trecho de 3500 quilômetros de extensão” sem considerar “as especificidades e as peculiaridades de cada estado” e em “descompasso com os anseios e as expectativas da população de cada unidade federativa”.

“Busca-se que personalidades da História do País possam ser homenageadas em âmbito nacional desde que a homenagem não seja inspirada por práticas dissonantes das ambições de um Estado Democrático”, acrescentou Bolsonaro.
Leia também: Moraes determina bloqueio de R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro
PUBLICIDADE

Capitão reformado do Exército, o presidente é um defensor da ditadura militar, que depôs Jango. No último dia 31 de março, aniversário do golpe que durou 21 anos, Bolsonaro afirmou: "Hoje é o dia da liberdade". O regime militar teve cinco presidentes e levou à morte ou ao desaparecimento de 423 pessoas, segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, de 2014.

Em seu momento de maior repressão política, a ditadura militar fechou o Congresso Nacional e as assembleias estaduais.

PUBLICIDADE

Análise do veto de Bolsonaro a João Goulart

O veto de Jair Bolsonaro ao PL 4261/12 será analisado pelo Congresso Nacional, em data a ser definida. Para ser derrubado, é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados (257) e senadores (41), computados separadamente.

PUBLICIDADE

Trajetória de João Goulart

João Goulart assumiu a Presidência da República em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. Em 31 de março de 1964, ele foi deposto pelo golpe militar e morreu em dezembro de 1976, aos 57 anos, durante exílio na Argentina.

Em sua trajetória política, Jango, como também era conhecido, foi deputado estadual no Rio Grande do Sul, deputado federal, secretário estadual de Interior e Justiça no RS, ministro do Trabalho no segundo governo Vargas e, por duas vezes, eleito vice-presidente da República: durante os governos de Juscelino Kubitschek (de 1956 a 1961) e de Jânio Quadros.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Leia também
Moraes determina bloqueio de R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro
DECISÃO
Moraes determina bloqueio de R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro
23 de out. de 2026 - 22:27
Eduardo Bolsonaro diz que eleições podem ser fraudadas e pede que Flávio deixe o Brasil se perder
NOS EUA
Eduardo Bolsonaro diz que eleições podem ser fraudadas e pede que Flávio deixe o Brasil se perder
23 de out. de 2026 - 19:55
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são investigados pela PF por suspeita de ligação com bet e lavagem de dinheiro de bilhões
REVELAÇÕES
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são investigados pela PF por suspeita de ligação com bet e lavagem de dinheiro de bilhões
21 de out. de 2026 - 23:25