O ator Bruno Gagliasso, de 40 anos, aproveitou o momento de transição de Governo para fazer um pedido ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin: a volta do horário de verão. “Horário de verão é o Brasil feliz de novo!”, escreveu no Twitter. Alckmin respondeu o ator com um emoji ao estilo “anotado”.
Em abril de 2019, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decretado que deu fim ao horário de verão nos 11 estados em que ele vigorava sistematicamente desde 1985. Na época, Bolsonaro justificou a decisão dizendo que a economia de energia com o adiantamento do relógio em uma hora vinha caindo e foi considerada praticamente nula segundo informações do ONS (Operador Nacional do Sistema) em relação ao verão de 2017/2018.
No post de Gagliasso, a turma se dividiu: houve quem apoiasse a ideia do ator e quem fosse contra, como o apresentador e jornalista Rodrigo Bocardi, que trabalha à frente do "Bom dia São Paulo". "Ah para! Nada disso. Nós madrugadores também queremos acordar com a luz do dia!, brincou ele.
Horário de verão
O horário de verão é usado desde 1985 com o objetivo de economizar o consumo de energia em estados que registram maior luminosidade entre outubro e fevereiro. Por decreto em abril de 2019, o até então presidente Jair Bolsonaro, encerrou o horário de verão após estudo do Ministério de Minas e Energia (MME) apontar que com o fim da mudança temporária o consumidor teria uma economia de R$ 100 milhões.
"Nos últimos anos, com as mudanças no hábito de consumo da população e a intensificação do uso do ar condicionado, o período de maior consumo diário de energia elétrica foi deslocado para o período da tarde, quando o horário de verão não tinha influência. Como a luz traz consigo o calor, o horário de verão também passou a produzir um efeito de aumento de consumo em determinados horários, que já superavam seus benefícios", explicou o MME em nota na época.
A redução da economia do horário de verão começou a ser percebida e questionada em 2017, quando foi registrada uma queda de consumo da ordem de 2.185 megawatts, equivalente a cerca de R$ 145 milhões. Em 2013, a economia havia sido de R$ 405 milhões caindo para R$ 159,5 milhões em 2016, uma queda de 60%.
* Com informações do portal parceiro R7.




