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Entenda o que é o adenocarcinoma de intestino, câncer diagnosticado em Preta Gil

Tumor é um dos mais comuns no Brasil tanto em homens quanto em mulheres e chances de cura, se descoberto em fase inicial, chegam a 90%

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Entenda o que é o adenocarcinoma de intestino, câncer diagnosticado em Preta Gil
Foto: GCMais

A cantora Preta Gil anunciou nesta quarta-feira (11) que, após seis dias de internação em um hospital no Rio de Janeiro, foi diagnosticada com um câncer no intestino, chamado de adenocarcinoma.

A head de Oncologia Clínica do A.C. Camargo Cancer Center, Rachel Riechelmann, explica que o "adenocarcinoma é um tipo de tumor que pode aparecer em vários locais do corpo, não só no intestino".

No entanto, o câncer colorretal é um dos mais comuns no Brasil. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), depois dos tumores de pele, o adenocarcinoma de intestino é o de maior incidência, independentemente do gênero dos pacientes.

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Entre as mulheres a neoplasia maligna mais comum é a de mama, e entre os homens, é a de próstata.

No caso de Preta, a doença está localizada no final do intestino e logo ela vai começar o tratamento.

"Graças a Deus, hoje recebi um diagnóstico definitivo. Tenho um adenocarcinoma na porção final do intestino. Inicio meu tratamento já na próxima segunda-feira e conto com a energia de todos para seguir tranquila e confiante", escreveu a cantora nas redes sociais.

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"Os tumores que acometem o intestino na porção final são os que têm maior chance de cura, se comparados com os tumores na região inicial do intestino. Essa informação nos traz a ideia de que há uma maior chance de cura", ressalta o médico oncologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Ricardo Carvalho.

Sintomas da doença

A localização da neoplasia maligna interfere ainda nos sintomas da doença.

"Quanto mais próximo do reto, aparecem mais sintomas, como sangramento nas fezes, dor ao evacuar ou até alteração da aparência e da consistência das fezes — às vezes ficam mais fininhas. Quando o tumor é mais longe do reto, ou seja, mais do lado direito do intestino, muitas vezes os sintomas são mais inespecíficos. O paciente pode sentir fraqueza, anemia, perda de peso e dor abdominal", ressalta Rachel.

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No caso da doença mais avançada, e sem diagnóstico concluído, pode haver obstrução intestinal.

"Quando a doença continua a avançar, ela pode evoluir para um grau de obstrução intestinal, que é a parada completa da eliminação de fezes e gases. O que se configura com quadro de uma urgência médica e que geralmente tem de ser feita uma cirurgia", alerta Carvalho.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco do adenocarcinoma de intestino são a idade e a hereditariedade.  "O risco aumenta quando a pessoa tem algum parente de primeiro grau com câncer de intestino", salienta Rachel.

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Outras características externas influenciam na formação de tumores, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, consumo abusivo de álcool e, especificamente no câncer de intestino, uma alimentação rica em gorduras e carboidratos.

"Uma dieta pobre em fibras em leguminosas, em frutas e vegetais e rica em gorduras saturadas, em alimentos ultraprocessados, em proteínas de carne vermelha aumenta o risco de desenvolver esse tipo de tumor", destaca o especialista da BP.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito a partir da colonoscopia — exame de imagem do intestino, realizado por meio de um endoscópio. Como prevenção, o Ministério da Saúde recomenda que seja feito anualmente em todas pessoas acima de 50 anos.

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No entanto, como a idade é fator de risco determinante, a médica do A.C. Camargo sugere que a prevenção comece aos 45 anos.

"Recomendo que todas as pessoas comecem o rastreamento de câncer de intestino a partir dos 45 anos, com a colonoscopia, que é o ideal, que avalia todo o intestino, e se tiver alguma alteração, pode até tirar. Pólipos, por exemplo, são lesões benignas, mas que podem virar câncer. Na colonoscopia já retira, então elimina o risco", orienta Rachel.

Qual é o tratamento do adenocarcinoma de intestino?

O tratamento da doença depende do estágio em que foi diagnosticado o tumor, qual é o tipo de câncer e a idade do paciente.

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"O tratamento vai depender muito da localização do tumor, do tipo histológico, do estágio da doença, da idade do paciente, das comorbidades dos pacientes. Não existe uma resposta única, o tratamento depende de diversas variáveis", salienta Carvalho.

De maneira geral, as abordagens incluem cirurgia e radioterapia associadas à quimioterapia ou imunoterapia.

"O tratamento curativo é cirurgia. Dependendo do resultado da cirurgia, do tamanho do tumor, se tiver metástase nos linfonodos próximos ao tumor, indica-se complementar o tratamento com a quimioterapia adjuvante por três a seis meses. A quimioterapia nesse contexto aumenta ainda mais a chance de cura", explica a médica.

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Ela acrescenta, ainda, que "em todo paciente que tem um câncer de intestino é feita uma avaliação molecular desse tumor, para ver se tem características hereditárias, se usa a imunoterapia, se usa a quimioterapia ou drogas de alvo molecular".

A boa notícia é a que as chances de cura de Preta Gil são altas. "Em média a chance de cura na população geral é de 65%. Quando falamos da doença inicial, em estágio 1, essa chance de cura vai para 90%. Agora, quando falamos na doença metastática que é o último estágio da doença, o estágio 4, a chance de cura fica em torno aí de 10% a 15%, chegando em alguns casos a até 20%", ressalta Carvalho.

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