A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) encarregada de investigar esquemas de pirâmides financeiras aprovou, na tarde de quarta-feira, a quebra do sigilo bancário dos atores Cauã Reymond e Tatá Werneck, bem como do jornalista Marcelo Tás. A CPI está atualmente focada na investigação da empresa Atlas Quantum, e os três nomes foram envolvidos no caso devido à sua participação em campanhas publicitárias para a empresa em 2018.
Ambos os atores e o jornalista tiveram seu envolvimento questionado nas propagandas da empresa Atlas Quantum, que posteriormente enfrentou acusações de operar um golpe contra investidores. Os advogados de Tatá Werneck afirmaram que a atriz apenas prestou serviços para a empresa, sem envolvimento nas atividades ou rotina da Atlas. Quando procurado, Cauã Reymond optou por não comentar sobre o assunto. A reportagem está aguardando um posicionamento de Marcelo Tás.
Além dos artistas, a CPI também aprovou a quebra de sigilo bancário do proprietário da empresa, Rodrigo Marques dos Santos.
O pedido para a quebra de sigilo bancário dos três indivíduos foi apresentado pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL/SP). No final de julho, ele já havia solicitado a presença de Cauã e Tatá na Comissão. No entanto, ambos conseguiram um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para evitar comparecer à Câmara dos Deputados, em Brasília.
Os artistas em questão foram convocados a depor perante a comissão, porém não participaram das reuniões após conseguirem o habeas corpus emitido pelo Supremo Tribunal Federal.




