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STF determina que terras alvo de incêndios criminosos e desmatamento ilegal sejam desapropriadas

A decisão ocorre após recordes de queimadas em biomas como Pantanal e Amazônia em 2024, com focos de incêndio associados a práticas ilegais de grilagem e expansão agropecuária

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STF determina que terras alvo de incêndios criminosos e desmatamento ilegal sejam desapropriadas
Foto: GCMais

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a União deverá desapropriar terras que tenham sido alvo de incêndios criminosos ou de desmatamento ilegal. A medida deverá ser aplicada nos casos em que estiver comprovada a responsabilidade do proprietário na devastação do meio ambiente.

Conforme a decisão, a União e os estados ainda terão que adotar meios para impedir a regularização de terras em que tenham ocorrido crimes ambientais. Também deverão ajuizar ações de indenização contra proprietários que sejam responsáveis por incêndios ou desmatamento ilegais.

Leia também: Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são investigados pela PF por suspeita de ligação com bet e lavagem de dinheiro de bilhões

O caso foi analisado em ação movida em 2020 por partidos que cobravam do governo federal – à época comandado por Jair Bolsonaro – medidas efetivas contra o desmatamento na Amazônia. Dino destacou o "ciclo perpétuo" de gastos públicos no combate a incêndios dolosos e desmatamentos ilegais, que "punem duplamente a sociedade" – pelos danos ambientais e pelo uso de recursos do Tesouro.

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STF determina que terras alvo de incêndios criminosos e desmatamento ilegal sejam desapropriadas

A decisão ocorre após recordes de queimadas em biomas como Pantanal e Amazônia em 2024, com focos de incêndio associados a práticas ilegais de grilagem e expansão agropecuária.

Dino autorizou que os estados continuem a usar sistemas próprios para emitir autorizações para retirada de vegetação (as chamadas Autorizações de Supressão de Vegetação), desde que as informações estejam integradas ao Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor).

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Prazos para informações

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O ministro também abriu prazo para manifestação de órgãos e dos governos federal e estaduais. A União, por exemplo, terá que responder em 15 dias úteis sobre dados trazidos ao processo que apontam que uma “parcela significativa” de recursos para fiscalização e combate a incêndios florestais deixou de ser executada em 2024.

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Na outra decisão, Dino deu prazo final de 10 dias úteis para a União apresentar uma análise sobre os recursos necessários para efetivar o cronograma de combate à criminalidade ambiental da Polícia Federal.

O Ministério do Planejamento e Orçamento terá 10 dias úteis para responder a pontos do plano de fortalecimento institucional para controle dos incêndios na Amazônia e no Pantanal. Entre os esclarecimentos, a pasta deverá dizer como vai mitigar o risco de contingenciamento da dotação orçamentária destinada a essa atividade.

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Também em 10 dias úteis, os estados do Acre, Amapá, Rondônia, Maranhão, Tocantins e Pará deverão detalhar as medidas já tomadas em 2025 para prevenir e combater queimadas. Essas unidades da federação ainda terão que cumprir a ordem para instalar “salas de situação” destinadas ao monitoramento e acompanhamento dos focos de incêndio.

Em 15 dias, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverão informar o resultado da avaliação sobre o projeto “Fortalecimento da Fiscalização Ambiental para o Controle do Desmatamento Ilegal da Amazônia”. Dados apresentados no processo anunciavam que a iniciativa estava em fase final de análise e havia sido posta à deliberação da diretoria do banco no final de março.

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