O estado de Goiás confirmou esta semana o primeiro foco de gripe aviária em galinhas criadas em quintal, a partir de notificação feita à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) na última segunda-feira (9). Conforme informado, cerca de 100 galinhas morreram após apresentarem sinais como asas caídas, secreção nasal, dificuldade respiratória, apatia, diarreia e edema de face. O caso foi registrado no município de Santo Antônio da Barra, região sudoeste do estado, em uma criação de subsistência.
A gripe aviária, causada pelo vírus Influenza A (H5N1), é uma doença altamente agressiva para aves e que pode, em casos raros, infectar humanos, especialmente aqueles que têm contato direto com aves doentes, como tratadores e profissionais do setor avícola. Embora os casos em humanos sejam esporádicos, a doença preocupa especialistas devido à sua alta taxa de mortalidade – cerca de 48%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) – e ao potencial do vírus sofrer mutações que o tornem capaz de se transmitir facilmente entre pessoas.
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária divulgou nota após o ocorrido. “Assim que notificada, a Agrodefesa atuou de forma imediata, enviando equipes técnicas, em até 12 horas, para realizar a interdição das propriedades e a coleta de amostras, seguindo rigorosamente os protocolos do Programa Nacional de Sanidade Avícola”, destacou o comunicado.
Goiás confirma primeiro foco de gripe aviária em galinhas criadas em quintal
As análises foram feitas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Ministério de Agricultura e Pecuária. Após a confirmação, equipes da Agrodefesa foram mobilizadas e permanecem na região com ações de controle sanitário, investigação epidemiológica e reforço das orientações à população.
As ações emergenciais incluem vigilância em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco, com monitoramento intensivo do trânsito de aves, ovos e materiais avícolas, restrição de movimentações e reforço nas barreiras sanitárias, suspensão temporária de feiras e exposições com aves vivas nas regiões afetadas e ações de educação sanitária.
“O caso não deve impactar as exportações de carnes e ovos, pois não envolve aves comerciais. Importante também reforçar que a influenza aviária não representa risco à saúde humana quando não há contato direto com aves doentes e que o consumo de carne de aves e de ovos continua seguro para a população”, destacou a nota.
Com informações da Agência Brasil




