O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou à distância, por videochamada, da manifestação realizada neste domingo (3/8), em Brasília, em apoio a ele e contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente está impedido de participar presencialmente de eventos públicos devido a medidas cautelares determinadas pelo próprio ministro.
Durante o ato, apoiadores criticaram as restrições impostas a Bolsonaro. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), uma das organizadoras da manifestação, afirmou que o ex-presidente se emocionou ao acompanhar o evento remotamente.
— Ele estava emocionado. Certamente estaria aqui se não estivesse sendo perseguido com uma tornozeleira. A tornozeleira nele dói na gente. Causa muita indignação ver um homem como ele de tornozeleira, enquanto traficantes e bandidos continuam soltos — disse a parlamentar.
Bolsonaro e a tornozeleira eletrônica
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), medida imposta no dia 18 de julho de 2025. A decisão faz parte de um conjunto de medidas cautelares adotadas durante investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e impedimento das investigações em curso. Bolsonaro também foi proibido de utilizar redes sociais, de manter contato com outros réus ou investigados e de se aproximar de embaixadas. O ex-presidente deve permanecer em casa das 19h às 6h, inclusive nos fins de semana e feriados, e não pode se ausentar do Distrito Federal.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Bolsonaro usando a tornozeleira durante reunião com correligionários na Câmara dos Deputados. Ao exibir o equipamento, Bolsonaro classificou a decisão como uma “máxima humilhação” e afirmou ser alvo de covardia, defendendo sua inocência. O uso da tornozeleira, tradicionalmente aplicado em casos de monitoramento judicial, foi solicitado pela Polícia Federal e respaldado pela Procuradoria-Geral da República diante de indícios de coação, obstrução e atentado à soberania nacional.
A defesa de Bolsonaro recebeu as medidas com “surpresa e indignação”, classificando-as como severas, e informou que pretende recorrer da decisão.




