Nomes da música e da dramaturgia brasileira saem dos palcos para ocupar as ruas em defesa da democracia neste domingo (21) em várias partes do país contra a chamada PEC da Blindagem. A proposta determina que deputados e senadores só podem ser processados criminalmente com autorização de suas respectivas Casas Legislativas.
Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Anitta, Débora Bloch, Fernanda Paes Leme, Ana Carolina, Leona Cavalli, Paula Burlamaqui, Mateus Solano, Cláudia Abreu, Marcos Palmeira, Alinne Moraes, Ingrid Guimarães, Renata Sorrah, Heloísa Périssé, Cissa Guimarães, entre outros, se uniram ao coletivo 342 Artes, liderado por Paula Lavigne, para protestar contra a chamada PEC da Blindagem e a anistia aprovada na Câmara, que livra políticos e partidos de crimes.
Contra a PEC da Blindagem e a anistia
Segundo os artistas, a PEC da Blindagem representa um ataque direto à democracia, à justiça e à memória do país. A proposta enfraquece a fiscalização, apaga crimes já cometidos e consagra a impunidade no centro do poder.
“A gente tem que ir pra rua, pra frente do Congresso, como já fizemos outras vezes”, afirmou Caetano Veloso, reforçando o recado de que a população brasileira não aceita retrocessos: “A PEC da Bandidagem e a Anistia para os Golpistas não passarão”.
A mobilização das redes às ruas
O movimento cresce tanto nas redes sociais quanto nas ruas, reunindo artistas e cidadãos dispostos a protestar contra medidas que consideram prejudiciais ao país. A participação da classe artística, segundo os organizadores, reforça a importância do engajamento popular e da resistência histórica da cultura frente a ataques à democracia.
“Não basta cantar ou atuar: é preciso agir. Neste domingo, a arte vai marchar junto com o povo”, afirmou Paula Lavigne, líder do coletivo 342 Artes.
Artistas assumem papel histórico de resistência
Ao longo da história, artistas brasileiros têm ocupado papéis centrais em movimentos de resistência e defesa dos direitos civis. Neste domingo, mais uma vez, eles se posicionam de forma pública e contundente, convocando seguidores e a população em geral a não aceitarem retrocessos e a fortalecerem a democracia.




