O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta terça-feira (12) novas medidas de segurança para evitar fraudes em empréstimos consignados destinados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Cidade.
Segundo o ministro, o governo federal reforçou os mecanismos de proteção no acesso ao crédito consignado após denúncias e investigações envolvendo fraudes no sistema previdenciário. Entre as principais mudanças anunciadas está a ampliação das etapas de biometria para contratação de empréstimos e acesso a serviços do INSS.
Durante a entrevista, Wolney Queiroz também afirmou que o governo federal trabalha para recuperar recursos desviados em esquemas fraudulentos e garantir que aposentados e pensionistas não sejam prejudicados financeiramente.
“O presidente Lula determinou que não queria que nenhum aposentado ou pensionista ficasse no prejuízo”, declarou o ministro.
Ele afirmou ainda que o governo assumiu o compromisso de restabelecer a confiança da população no sistema previdenciário brasileiro.
“A gente tem esse compromisso com o presidente, com a imprensa, com a sociedade e sobretudo com os segurados para que a gente possa restabelecer a confiança no INSS e na Previdência Social”, disse.
Governo busca recuperar recursos desviados em fraudes
Durante a entrevista, o ministro explicou que órgãos federais atuam para localizar e recuperar os valores desviados em fraudes envolvendo benefícios previdenciários e empréstimos consignados.
Segundo Wolney Queiroz, a Advocacia-Geral da União (AGU), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) trabalham em conjunto para rastrear os recursos obtidos ilegalmente.
“Está sendo feito um procedimento, vários procedimentos, por parte dos órgãos de controle, principalmente da AGU, para ter esse dinheiro de volta”, afirmou.
O ministro relatou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu inicialmente que os valores devolvidos aos aposentados fossem retirados diretamente dos responsáveis pelas fraudes.
“A primeira conversa que eu tive com o presidente Lula, ele disse: ‘eu quero que esse dinheiro que vai ser devolvido seja de quem roubou o INSS’”, declarou.
Entretanto, segundo Wolney Queiroz, o governo decidiu antecipar os ressarcimentos para evitar que aposentados aguardassem anos até a conclusão de processos judiciais.
“Convencemos o presidente de que era melhor o governo fazer esse adiantamento, sem prejuízo das ações regressivas”, explicou.
Fraudes em empréstimos do INSS levaram à criação de novas barreiras de segurança
De acordo com o ministro, todas as etapas relacionadas à contratação de empréstimos consignados passaram por revisão após os episódios de fraude registrados no sistema previdenciário.
A principal medida anunciada foi a implementação de biometria em diferentes fases do processo de contratação de crédito para aposentados e pensionistas.
“Nós estabelecemos a biometria em todas as etapas de qualquer empréstimo consignado”, afirmou.
Segundo Wolney Queiroz, o reforço nos mecanismos de segurança aumentou as reclamações de usuários que enfrentam dificuldades para acessar o crédito consignado devido às novas exigências.
“Hoje a reclamação é a contrária. É dizendo que está muito difícil acessar o empréstimo por conta da quantidade de barreiras de segurança”, disse.
Apesar das críticas, o ministro afirmou que o governo considera necessário manter os controles rígidos para evitar novas irregularidades.
“Nós não podemos relaxar com relação a nenhum tipo de critério de segurança”, declarou.
O ministro destacou ainda que o crédito consignado possui uma das menores taxas de juros do país, atualmente limitada em 1,85% pelo Ministério da Previdência.
Ministro faz balanço da gestão na Previdência Social
Ao comentar o primeiro ano à frente do Ministério da Previdência Social, Wolney Queiroz afirmou que assumiu o cargo durante um dos períodos mais críticos enfrentados pelo INSS.
“Eu fui escalado pelo presidente da República para assumir o Ministério da Previdência Social na maior crise que o INSS e a Previdência Social já passaram na sua história”, afirmou.
Segundo ele, os problemas investigados não tiveram início no atual governo, mas foram identificados e enfrentados durante a atual gestão federal.
“Não foi uma crise que começou no nosso governo, mas ela eclodiu, ela foi revelada no nosso governo e teve fim no nosso governo”, declarou.
O ministro afirmou que o principal desafio da gestão tem sido fortalecer os mecanismos de controle, combater irregularidades e garantir mais segurança aos segurados da Previdência Social.
Leia também




