PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
INVESTIGAÇÃO

Homem acusado de ameaçar e extorquir vendedores da Beira-Mar de Fortaleza é condenado a 24 anos de prisão

Paulo Henrique Pereira Alves, conhecido como “PH”, foi condenado por integrar organização criminosa, tráfico de drogas e extorsão contra comerciantes da orla de Fortaleza

Compartilhe
Homem acusado de ameaçar e extorquir vendedores da Beira-Mar de Fortaleza é condenado a 24 anos de prisão

Um homem acusado de ameaçar e extorquir vendedores de coco e outros comerciantes da Beira-Mar de Fortaleza foi condenado a 24 anos e 22 dias de prisão, em regime inicialmente fechado. Paulo Henrique Pereira Alves, conhecido como “PH”, foi considerado culpado pelos crimes de integrar organização criminosa, tráfico de drogas e extorsão.

Leia também: Quaest: Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos antes do 2º turno

A sentença foi proferida na última quarta-feira (19) pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Além da pena de prisão, a Justiça estabeleceu o pagamento de R$ 1 mil por dano moral coletivo, valor destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

PH está preso desde agosto de 2025, quando foi localizado em uma pousada na Praia do Futuro. Segundo as investigações, ele atuava junto com José Geraldo de Almeida Neto, conhecido como “Netão Marley”, em um esquema que buscava controlar o fornecimento de produtos comercializados por vendedores da orla.

PUBLICIDADE

“PH” é condenado por extorsão contra comerciantes da Beira-Mar

De acordo com a decisão judicial, Paulo Henrique não teria uma participação secundária dentro da organização criminosa. Os elementos apresentados durante o processo apontaram que ele exercia uma função considerada relevante na estrutura do grupo.

PUBLICIDADE

A sentença menciona que o acusado era identificado como “PH” e estaria envolvido diretamente nas extorsões praticadas contra comerciantes da Avenida Beira-Mar. Também teria responsabilidade pela fiscalização da arrecadação obtida ilegalmente para a organização criminosa.

A Justiça considerou esse papel na análise da participação de Paulo Henrique nas atividades criminosas.

PUBLICIDADE

A condenação reúne três crimes: integração de organização criminosa, tráfico de drogas e extorsão. A pena total foi estabelecida em 24 anos e 22 dias, com início em regime fechado.

PUBLICIDADE

O Ministério Público havia pedido ainda uma indenização de R$ 10 mil por dano moral coletivo. O valor definido pela Justiça, porém, foi de R$ 1 mil, destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

A defesa de Paulo Henrique não foi localizada para comentar a decisão.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Como funcionava o esquema de ameaças aos vendedores

O caso veio à tona em agosto de 2025, depois que comerciantes que trabalhavam na orla de Fortaleza relataram ameaças e tentativas de controle sobre a venda de produtos.

Segundo as investigações, PH e “Netão Marley” teriam procurado vendedores de água de coco que trabalhavam em quiosques da Avenida Beira-Mar e informado que eles deveriam deixar de comprar mercadorias de fornecedores escolhidos por conta própria.

A determinação seria para que os comerciantes passassem a adquirir produtos de um depósito ligado à organização criminosa.

PUBLICIDADE

A exigência não se restringiria à água de coco. Conforme as informações do caso, produtos como cervejas, refrigerantes, copos e canudos também estariam incluídos no esquema de fornecimento.

A imposição criaria um sistema de venda controlada, obrigando os comerciantes a comprar os produtos de uma fonte determinada pelos criminosos.

Além da pressão econômica, as ameaças teriam sido usadas para garantir que os vendedores cumprissem as ordens.

PUBLICIDADE

Segundo relatos apresentados durante a investigação, os comerciantes receberam avisos de que poderiam sofrer consequências violentas caso descumprissem as determinações.

Grupo de WhatsApp reunia comerciantes e suspeitos

Uma das estratégias usadas para organizar as exigências foi a criação de um grupo de WhatsApp que reunia permissionários e vendedores da região.

O grupo, chamado “Grupo das bebidas”, chegou a ter 74 participantes, entre comerciantes e pessoas apontadas como integrantes da organização criminosa.

PUBLICIDADE

Por meio da ferramenta, seriam repassadas instruções sobre o fornecimento das mercadorias e as regras que deveriam ser seguidas pelos vendedores.

As conversas também continham ameaças para impedir que os participantes deixassem o grupo ou descumprissem as determinações.

Os suspeitos se apresentavam pelos apelidos “PH” e “Netão Marley”. Segundo as informações do caso, as mensagens também faziam referência ao Comando Vermelho, organização criminosa à qual a investigação aponta que os dois estariam ligados.

PUBLICIDADE

A expressão “frente da quebrada”, utilizada para se referir a PH, também apareceu na apuração. A expressão é usada no contexto das organizações criminosas para designar alguém responsável por coordenar determinadas atividades em uma área.

Acusado foi preso em pousada na Praia do Futuro

Antes da prisão de Paulo Henrique, a Polícia Civil já havia capturado José Geraldo de Almeida Neto, o “Netão Marley”.

PH foi localizado posteriormente em uma pousada na Praia do Futuro, em Fortaleza, e preso em agosto de 2025. Na época, ele já possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas e lesão corporal.

PUBLICIDADE

As investigações apontaram que os dois homens atuariam juntos nas ações de extorsão contra comerciantes da orla.

O caso ganhou repercussão porque as ameaças atingiam trabalhadores que dependiam da atividade comercial na região turística da cidade. A tentativa de controlar fornecedores afetava diretamente a rotina dos vendedores e criava uma situação de pressão sobre os permissionários.

A atuação policial ocorreu depois que as denúncias chegaram às autoridades, permitindo o avanço das investigações e a identificação dos suspeitos.

PUBLICIDADE

Após as prisões, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, afirmou que a ação representava uma resposta das forças de segurança e destacou o trabalho de inteligência empregado na investigação.

O governador também afirmou que as autoridades continuariam trabalhando para identificar outras pessoas que pudessem estar envolvidas no esquema.

Condenação reforça investigação sobre extorsões na orla

A condenação de Paulo Henrique representa uma nova etapa do caso que revelou a tentativa de impor regras criminosas a trabalhadores da Beira-Mar de Fortaleza.

PUBLICIDADE

Para os comerciantes, o esquema não representava apenas uma cobrança ilegal. A exigência de comprar produtos de um fornecedor determinado afetava diretamente a autonomia dos trabalhadores e poderia aumentar os custos ou comprometer a atividade comercial.

A utilização de ameaças de violência acrescentava uma dimensão ainda mais grave ao caso, segundo os elementos considerados no processo.

Com a sentença, PH recebeu uma pena superior a 24 anos de prisão. A condenação também reconheceu dano moral coletivo decorrente das condutas analisadas no processo.

PUBLICIDADE

O caso envolvendo “Netão Marley” e eventuais outros integrantes da organização criminosa pode continuar sendo acompanhado pelas autoridades, especialmente diante da indicação de que outras pessoas poderiam estar envolvidas na estrutura de extorsões contra comerciantes da região.


Leia também
Quaest: Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos antes do 2º turno
PESQUISA
Quaest: Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos antes do 2º turno
24 de out. de 2026 - 20:03
Nexus/BTG: Flávio tem 50,5% e Lula, 49,5% dos votos válidos
EMPATE TÉCNICO
Nexus/BTG: Flávio tem 50,5% e Lula, 49,5% dos votos válidos
24 de out. de 2026 - 19:41
Datafolha: Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos antes do 2º turno
PESQUISA
Datafolha: Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos antes do 2º turno
24 de out. de 2026 - 19:18