PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
CONGRESSO

Ao defender fim da 6x1, Omar Aziz diz que redução da jornada permite mais “convívio familiar”

Discussão ocorreu durante análise da proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho; senadores trocaram acusações sobre impactos econômicos, direitos trabalhistas e relação entre empregados e patrões

Compartilhe
Ao defender fim da 6x1, Omar Aziz diz que redução da jornada permite mais “convívio familiar”
Omar Aziz reage após Rogério Marinho chamar apoiadores do fim da 6x1 de “burros”. Foto: Reprodução

O debate sobre o fim da escala 6x1 provocou um bate-boca entre os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Rogério Marinho (PL-RN) nesta quarta-feira (2), durante discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A troca de acusações começou após Marinho criticar a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários e afirmar que a medida poderia elevar os custos das empresas e, consequentemente, os preços de produtos e serviços.

Leia também: Moraes determina bloqueio de R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro

O líder da oposição também questionou a ausência de mecanismos de compensação para os empregadores. Durante sua manifestação, Marinho classificou como falta de bom senso as posições contrárias aos argumentos apresentados por ele e afirmou que quem defendesse determinadas teses poderia estar agindo de má-fé ou sendo “burro”.

A declaração provocou uma reação imediata de Omar Aziz, que questionou se as críticas também seriam direcionadas a integrantes do próprio partido de Marinho que apoiam a mudança na jornada de trabalho.

PUBLICIDADE

“No seu partido tem gente burra?”, perguntou o senador amazonense durante a discussão.

PUBLICIDADE

O episódio elevou a temperatura da sessão e desviou momentaneamente o debate para uma troca de acusações pessoais entre os dois parlamentares.

Omar Aziz e Rogério Marinho discutem na CCJ

Omar Aziz afirmou que Marinho havia utilizado termos considerados ofensivos contra colegas que defendem a proposta de redução da jornada.

PUBLICIDADE

O senador do PSD citou o apoio de deputados do PL à discussão sobre o fim da escala 6x1 na Câmara e questionou se as críticas feitas pelo líder da oposição também alcançariam esses parlamentares.

PUBLICIDADE

“Vossa Excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra?”, questionou Omar.

A discussão ocorreu em meio ao debate sobre a possibilidade de reduzir a jornada dos trabalhadores sem que isso represente uma redução dos salários.

PUBLICIDADE

Omar também criticou a posição defendida por Marinho e afirmou que a proposta apresentada pelo parlamentar atenderia prioritariamente aos interesses dos empregadores.

PUBLICIDADE

“A sua PEC é, sim, um projeto para patrões”, declarou o senador.

O parlamentar amazonense também contestou mecanismos que, segundo ele, permitiriam acordos individuais entre empregados e empregadores. Para Omar, esse tipo de negociação poderia deixar o trabalhador em posição de vulnerabilidade.

PUBLICIDADE

“Acordo individual, senador Rogério, é assédio ao trabalhador, sim. Acordo coletivo, não”, afirmou.

Debate sobre fim da escala 6x1 provoca troca de acusações

A discussão entre os senadores ocorreu justamente em um momento de forte divergência sobre os efeitos econômicos e trabalhistas de uma eventual mudança na jornada.

Rogério Marinho argumentou que não seria possível simplesmente reduzir a quantidade de horas trabalhadas e manter os salários sem avaliar os impactos sobre as empresas.

PUBLICIDADE

Segundo o senador, o aumento do custo da mão de obra poderia ser repassado para produtos e serviços. Ele também defendeu que a análise da proposta considere possíveis consequências sobre o mercado de trabalho.

Entre os pontos levantados por Marinho estiveram os riscos relacionados ao desemprego e à informalidade.

“E o desemprego? E a informalidade?”, questionou o senador, defendendo que a discussão fosse conduzida com racionalidade.

PUBLICIDADE

O argumento coloca em lados opostos duas preocupações presentes no debate sobre a jornada de trabalho: de um lado, a defesa de mais tempo de descanso e convivência familiar para os trabalhadores; de outro, a preocupação com os custos que uma alteração nas regras poderia gerar para empresas e para a economia.

A escala 6x1 é caracterizada por seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso. A possibilidade de alterar esse modelo ganhou espaço no debate político e social brasileiro, especialmente diante das discussões sobre qualidade de vida, produtividade e condições de trabalho.

Omar questiona críticas de Marinho aos apoiadores da proposta

Durante a discussão, Omar Aziz tentou direcionar o debate para o apoio que a proposta recebe entre parlamentares de diferentes grupos políticos.

PUBLICIDADE

Ao mencionar deputados do PL favoráveis à mudança, o senador questionou se os termos usados por Marinho também seriam aplicados a esses integrantes da legenda.

A provocação contribuiu para aumentar a tensão entre os dois.

Omar também sustentou que as mudanças defendidas por Marinho poderiam descaracterizar a proposta em discussão e voltou a classificar a iniciativa como uma “PEC do patrão”.

PUBLICIDADE

A expressão passou a ser utilizada pelo senador ao longo da discussão para criticar o que considera uma alteração favorável aos empregadores.

Marinho, por sua vez, rebateu os argumentos e afirmou que Omar deveria estudar mais o assunto.

Rogério Marinho defende cautela com redução da jornada

O líder da oposição voltou a contestar os argumentos apresentados por Omar Aziz e pediu que o colega “estudasse mais”.

PUBLICIDADE

A discussão também passou por comparações com o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Omar respondeu afirmando que trabalhadores latino-americanos seriam tratados “como escravos” no país.

A partir daí, os dois senadores passaram a se interromper em diferentes momentos.

Marinho voltou a pedir que Aziz estudasse mais e acusou o colega de aderir a uma espécie de discurso de “Robin Hood” ao tratar a proposta como uma medida voltada contra os interesses dos trabalhadores.

PUBLICIDADE

O senador do PL insistiu que o debate deveria considerar as consequências econômicas da redução da jornada.

A preocupação apresentada por Marinho envolve especialmente a possibilidade de aumento dos custos para empresas caso os salários sejam preservados enquanto a quantidade de horas trabalhadas diminui.

Para os defensores da redução da jornada, entretanto, a discussão envolve também o direito ao descanso, à convivência familiar e a melhores condições de vida para quem trabalha.

PUBLICIDADE

Essas diferenças ficaram evidentes no confronto entre os dois parlamentares.

Senadores elevam o tom durante discussão

Depois da sequência de provocações, Rogério Marinho reconheceu que havia se exaltado durante sua fala.

O senador, porém, não retirou as críticas feitas anteriormente e afirmou que acrescentaria “inocência” aos adjetivos utilizados para se referir às posições das quais discordava.

PUBLICIDADE

A troca de acusações precisou ser interrompida pelo presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA).

Durante a intervenção, Otto citou o atual índice de desemprego do país.

A participação do presidente da comissão ocorreu em meio ao aumento da tensão entre Omar e Marinho, que continuaram rebatendo os argumentos um do outro.

PUBLICIDADE

Depois de novas provocações, Omar Aziz encerrou a discussão afirmando que o embate “não leva a nada”.

A sessão, então, prosseguiu com os demais integrantes da comissão.

O que está em debate sobre o fim da escala 6x1

A discussão sobre o fim da escala 6x1 envolve uma mudança que pode afetar diretamente a rotina de milhões de trabalhadores e a organização das empresas.

PUBLICIDADE

O principal ponto de divergência está nos efeitos de uma eventual redução da jornada sem redução proporcional dos salários.

Para os defensores da medida, uma jornada menor poderia ampliar o período de descanso e permitir mais tempo para atividades pessoais e familiares. Esse foi justamente um dos argumentos utilizados por Omar Aziz durante o debate.

Para os críticos da proposta, a manutenção dos salários com menos horas trabalhadas pode elevar o custo da mão de obra e produzir efeitos sobre preços, contratação e informalidade.

PUBLICIDADE

É nesse ponto que o debate político se concentra: qual seria o impacto econômico de uma mudança nas regras atuais e como distribuir os eventuais custos e benefícios entre trabalhadores, empresas e consumidores.

A discussão na CCJ mostrou que a proposta ainda provoca forte divisão entre os parlamentares. O bate-boca entre Omar Aziz e Rogério Marinho acabou se tornando um dos momentos de maior tensão da sessão, mas também expôs as diferentes visões sobre o futuro da jornada de trabalho no Brasil.


Leia também
Moraes determina bloqueio de R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro
DECISÃO
Moraes determina bloqueio de R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro
23 de out. de 2026 - 22:27
Eduardo Bolsonaro diz que eleições podem ser fraudadas e pede que Flávio deixe o Brasil se perder
NOS EUA
Eduardo Bolsonaro diz que eleições podem ser fraudadas e pede que Flávio deixe o Brasil se perder
23 de out. de 2026 - 19:55
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são investigados pela PF por suspeita de ligação com bet e lavagem de dinheiro de bilhões
REVELAÇÕES
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são investigados pela PF por suspeita de ligação com bet e lavagem de dinheiro de bilhões
21 de out. de 2026 - 23:25