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AGENDA PRESIDENCIAL

Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto para discutir Amazônia e mudanças climáticas

Ator e ativista ambiental esteve acompanhado de representantes da Re; encontro com o presidente durou cerca de 40 minutos e abordou proteção ambiental, povos indígenas e bioeconomia

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Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto para discutir Amazônia e mudanças climáticas
Lula e Leonardo DiCaprio discutem mudanças climáticas e proteção ambiental. Reprodução/Instagram

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva receberam o ator e ativista ambiental Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quarta-feira (2). O encontro durou cerca de 40 minutos e teve como principais temas as mudanças climáticas, a preservação ambiental, a Amazônia e iniciativas voltadas à proteção dos territórios.

Leia também: De Lula a Bolsonaro: como foram decididos os segundos turnos presidenciais no Brasil

DiCaprio chegou ao encontro acompanhado de representantes da Re, organização ambiental global sem fins lucrativos da qual participou da fundação. A entidade atua com projetos voltados à restauração de ecossistemas e à conservação da biodiversidade.

Segundo Lula, a conversa também incluiu relatos do ator sobre sua relação com o Brasil. DiCaprio contou ao presidente que conheceu a região do Xingu há cerca de 25 anos e falou sobre a amizade que mantém com o cacique Raoni.

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A presença do ator no Palácio do Planalto ocorre em um momento em que questões relacionadas à preservação da Amazônia, aos povos indígenas e às mudanças climáticas permanecem no centro das discussões ambientais no Brasil.

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Janja destaca papel das mulheres e importância da bioeconomia

Após a reunião, Janja afirmou que conversou com Leonardo DiCaprio sobre a participação das mulheres na preservação dos territórios e sobre o potencial da bioeconomia para gerar trabalho e renda sem provocar a destruição ambiental.

A primeira-dama também citou a Amazônia, os povos indígenas e o combate às mudanças climáticas entre os assuntos tratados durante o encontro.

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A discussão sobre bioeconomia envolve a possibilidade de desenvolver atividades econômicas a partir do uso sustentável de recursos naturais. A proposta busca conciliar geração de renda e conservação ambiental, especialmente em regiões onde comunidades dependem diretamente dos recursos dos territórios em que vivem.

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No encontro, de acordo com Janja, também foi discutida a necessidade de aproximar governo, comunidades e sociedade na construção de iniciativas voltadas à sustentabilidade.

A presença de representantes da Re reforçou a dimensão ambiental da reunião. A organização foi criada em 2021 com a participação de DiCaprio e tem como foco a restauração ecológica e a conservação de áreas naturais.

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Leonardo DiCaprio mantém relação de longa data com a pauta ambiental

Leonardo DiCaprio é conhecido internacionalmente não apenas pela carreira no cinema, mas também pela atuação em temas relacionados à preservação ambiental e às mudanças climáticas.

A relação do ator com questões ambientais inclui iniciativas de conservação e manifestações públicas sobre a necessidade de proteger ecossistemas ameaçados. No Brasil, a Amazônia aparece entre os temas associados à atuação ambiental de DiCaprio.

O próprio ator relatou a Lula que conheceu o Xingu há aproximadamente 25 anos. A região é marcada pela presença de povos indígenas e por áreas de grande importância ambiental.

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A referência ao cacique Raoni também acrescenta uma dimensão indígena à agenda discutida no Planalto. Raoni Metuktire é uma das principais lideranças indígenas brasileiras reconhecidas internacionalmente por sua atuação em defesa dos povos originários e da preservação da floresta.

O encontro entre DiCaprio e Lula, portanto, reuniu três temas que costumam aparecer de forma integrada nas discussões ambientais brasileiras: conservação da floresta, proteção dos povos indígenas e busca por modelos econômicos sustentáveis.

Encontro ocorre após histórico de críticas de Bolsonaro a DiCaprio

A aproximação entre Leonardo DiCaprio e o governo Lula também ganha um componente político quando lembrada a relação conturbada do ator com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Em 2019, durante as discussões sobre as queimadas na Amazônia, Bolsonaro acusou publicamente DiCaprio e o WWF de financiar incêndios criminosos na região. Na ocasião, o então presidente não apresentou provas que sustentassem a acusação.

A declaração ocorreu no contexto da prisão de quatro brigadistas em Alter do Chão, no Pará. Eles eram suspeitos de provocar incêndios com o objetivo de obter doações.

As prisões foram questionadas por organizações ambientalistas. Posteriormente, o Ministério Público do Pará afirmou que não havia indícios de envolvimento dos brigadistas nos incêndios e informou que investigava a possibilidade de participação de grileiros na região.

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O responsável pela investigação da Polícia Civil foi afastado, e a Justiça do Pará determinou a soltura dos brigadistas.

As declarações de Bolsonaro contra DiCaprio tiveram repercussão internacional. Veículos estrangeiros noticiaram a acusação e destacaram a ausência de provas apresentadas pelo então presidente para sustentar a afirmação.

Anos depois, DiCaprio aparece no Palácio do Planalto para uma agenda diretamente relacionada à preservação ambiental, desta vez ao lado de Lula e Janja.

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Amazônia e mudanças climáticas permanecem no centro da agenda ambiental

A reunião também evidencia a importância que a Amazônia ocupa nas discussões brasileiras sobre meio ambiente. A floresta é frequentemente relacionada a temas como conservação da biodiversidade, proteção dos territórios indígenas e enfrentamento das mudanças climáticas.

Para além da preservação, a discussão sobre bioeconomia acrescenta um componente econômico à agenda ambiental. A ideia defendida por Janja é associar a proteção dos territórios à criação de oportunidades de trabalho e geração de renda, evitando atividades que provoquem degradação da natureza.

Nesse contexto, a participação de comunidades locais e povos indígenas aparece como um dos elementos da discussão. A preservação ambiental depende não apenas de ações governamentais, mas também da participação de grupos que vivem nos territórios e possuem relação direta com os ecossistemas.

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O encontro de Lula e Janja com Leonardo DiCaprio reuniu, assim, uma personalidade internacional conhecida pela atuação ambiental e representantes de uma organização dedicada à conservação com integrantes do governo brasileiro.

A reunião também recupera uma relação construída ao longo de décadas entre DiCaprio e a pauta ambiental brasileira. Ao mencionar sua passagem pelo Xingu e sua amizade com o cacique Raoni, o ator destacou uma ligação anterior às atuais discussões políticas sobre a preservação da Amazônia.

Para o governo, a agenda reforça a discussão sobre proteção ambiental, combate às mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. Para DiCaprio e a Re, o encontro representa mais uma oportunidade de tratar da conservação de ecossistemas e da importância da atuação conjunta entre governos, comunidades e organizações ambientais.

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