Em sua apresentação oficial como novo diretor de futebol do Fortaleza, nesta terça-feira (3), Sérgio Papelin foi direto ao tratar da crise enfrentada pelo clube e afirmou que sua prioridade será descontaminar o ambiente interno, afastando jogadores que estejam insatisfeitos ou com má postura. Em uma fala firme, ele resumiu o tom da sua gestão: “Não queremos laranja podre no grupo”.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Pici, onde Papelin destacou que, para reerguer o Fortaleza na temporada, será fundamental manter um elenco comprometido. “Conheço os jogadores que jogaram comigo até 2023, com esses eu tenho uma boa relação. Temos certeza que no dia a dia vamos detectar se existe essa insatisfação e procurar tirar o mais rápido possível do grupo, porque não queremos laranja podre. Queremos jogadores que tenham a dignidade de estar jogando, mas brigando diariamente nos treinamentos para poder ser observado pelo treinador”, reforçou.
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O dirigente também deixou claro que jogadores que não estão sendo aproveitados e demonstram insatisfação não têm mais espaço no clube. “O jogador que estiver sem jogar e estiver insatisfeito, ele está no lugar errado, tem que estar em casa. Essa indignação não pode contaminar o grupo ou trabalhar contra o clube que está pagando seu salário.”
Papelin já iniciou um mapeamento interno e está conduzindo negociações para realocar atletas fora dos planos. O objetivo é evitar prejuízos financeiros, evitando ao máximo rescisões contratuais, que podem onerar ainda mais o clube. “Estamos tentando colocar alguns atletas em outras equipes, para o custo e o prejuízo do clube ser menor. Quando um atleta não dá certo, isso já gera prejuízo. E se a gente não consegue negociá-lo e precisa rescindir, o prejuízo é ainda maior”, explicou.
Segundo ele, algumas das peças fora dos planos podem ser utilizadas em trocas com outros clubes, enquanto outros nomes estão sendo avaliados para saídas definitivas.
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