O publicitário e poeta Paulo Fraga-Queiroz realizou, na noite desta terça-feira (10), o lançamento do seu livro de estreia, Pássaros de Giz, em um evento que reuniu arte, emoção e encontros no Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS-CE). A cerimônia, inicialmente reservada para convidados, marcou a entrada oficial do autor no cenário literário cearense, consolidando uma trajetória de décadas dedicadas à cultura, agora também no campo da poesia publicada.
O evento foi construído com múltiplas linguagens, integrando literatura, performance teatral e música, em um programa que refletiu a proposta multifacetada do autor.
O livro se divide em três partes que propõem experiências poéticas distintas. A primeira, O mar por perto, revisita memórias afetivas da infância e da cidade natal do autor, Fortaleza, com imagens sutis e sonoridade delicada. A segunda parte estabelece um diálogo literário com nomes como Manoel de Barros, Adélia Prado, Camões e Fernando Pessoa, refletindo sobre o ofício do poeta. Já a terceira parte mergulha em formas mais sintéticas e bem-humoradas, inspiradas pela poesia marginal, neoconcreta e pelos haicais.
O posfácio da obra é assinado pelo poeta Adriano Espínola, membro da Academia Carioca de Letras, que define Pássaros de Giz como uma poesia que carrega o “frescor imaginado por Robert Frost, segundo o qual ‘poetry is a fresh look and a fresh listen’”.
Aos 56 anos, Paulo Fraga-Queiroz é natural de Fortaleza e tem raízes familiares em Quixadá, no sertão do Ceará. Com sólida carreira como publicitário, reconhecida por prêmios no Brasil e no exterior, ele agora estreia no mercado editorial pela Editora 7Letras com uma coletânea poética marcada por lirismo, humor sutil e densidade emocional.
Formado em Letras, o autor sempre manteve vínculos estreitos com a literatura e a música. Ao longo das décadas, colaborou como letrista com nomes como Eudes Fraga, Felipe Fraga, Marcos Quinan, Joãozinho Gomes, Paulo Façanha e João Marinho — o que confere à sua poesia uma musicalidade natural e refinada.
O livro marca não apenas a estreia de Paulo Fraga-Queiroz na literatura, mas também o início de um novo capítulo em sua trajetória criativa — agora reconhecido como um poeta de estreia madura e voz própria.




