Nesta quarta-feira, 25 de junho de 2025, o dólar voltou a ser protagonista nas discussões econômicas, refletindo tanto fatores internos quanto externos que influenciam diretamente sua cotação frente ao real. O cenário do câmbio brasileiro, como de costume, é marcado por volatilidade, expectativas em relação à política monetária e fiscal, além de tensões geopolíticas e decisões de grandes economias globais. Veja a seguir a cotação do dólar hoje e quais os motivos da variação do valor da moeda americana.
Cotação do dólar hoje
A moeda norte-americana está sendo negociada em torno de R$ 5,54, com variação positiva de aproximadamente 0,44% no decorrer do dia, conforme dados das negociações até o meio da tarde.
O movimento de alta do dólar ocorre em meio a um dia de leilões realizados pelo Banco Central do Brasil, que ofertou US$ 1 bilhão no mercado à vista e realizou contratos de swap cambial reverso no mesmo valor. Essas operações têm o objetivo de conter a volatilidade e equilibrar o mercado cambial, mas não impediram a valorização da moeda americana, que chegou a alcançar a máxima do dia após o início dos leilões. Esse volume de reservas internacionais do Banco Central está atualmente em US$ 348,8 bilhões, o maior patamar desde dezembro de 2024, o que demonstra a capacidade da autoridade monetária de atuar no câmbio para manter a estabilidade.
No âmbito internacional, a cotação do dólar também é influenciada pelos desdobramentos do conflito entre Israel e Irã, que mantém o mercado em alerta devido aos riscos geopolíticos. Apesar do anúncio de cessar-fogo, as tensões continuam, com acusações mútuas de violações do acordo, o que contribui para a volatilidade da moeda americana no mercado global. Além disso, o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Senado dos EUA, reforçou a intenção do banco central americano de manter a política de juros estável no curto prazo, mesmo diante das pressões para cortes. Powell destacou que as tarifas comerciais impostas recentemente podem elevar os preços e desacelerar a economia, mas o Fed prefere aguardar antes de alterar a política monetária.
Fatores que influenciam a cotação
Diversos elementos explicam o comportamento do dólar nesta terça-feira:
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Leilão do Banco Central: O BC brasileiro ofertou US$ 1 bilhão no mercado à vista e negociou até 20 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente a uma compra de US$ 1 bilhão no mercado futuro. Apesar da injeção de dólares, a alta não foi revertida, mostrando a força dos fatores externos e do sentimento de cautela dos investidores.
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Reservas internacionais: As reservas do Banco Central atingiram US$ 348,8 bilhões, o maior valor desde dezembro do ano passado, após uma redução significativa no início do ano para conter a disparada do dólar, que chegou a superar R$ 6,10 ao final de 2024.
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Cenário internacional: O mercado acompanha de perto a trégua entre Irã e Israel, que trouxe algum alívio às tensões no Oriente Médio, mas ainda mantém investidores atentos a qualquer desdobramento. Além disso, o fim do prazo de suspensão do tarifaço imposto pelos EUA e as possíveis retaliações da União Europeia seguem no radar, podendo impactar o fluxo de capitais e o apetite por risco.
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Política monetária: O Federal Reserve manteve os juros dos EUA inalterados, enquanto o Banco Central do Brasil elevou a Selic para 14,75% ao ano, atraindo investidores estrangeiros para ativos brasileiros devido ao diferencial de juros. O presidente do Fed, Jerome Powell, deve se pronunciar ao Senado americano, com o mercado atento a possíveis pistas sobre o futuro dos juros nos EUA.
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Impasses fiscais no Brasil: Internamente, o debate sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) voltou à pauta, com expectativa de votação na Câmara dos Deputados para derrubar a alta do imposto, o que pode afetar o fluxo de dólares no país.
Tendências e perspectivas
No Brasil, o cenário político-econômico também impacta a cotação do dólar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que não acredita na rejeição pelo Congresso da medida provisória alternativa ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), e busca apoio para aprovar a taxação de pessoas com renda acima de R$ 50 mil mensais, como forma de compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Essas medidas fiscais são acompanhadas de perto pelo mercado, pois podem influenciar a confiança dos investidores e a estabilidade econômica.
Apesar da alta momentânea, o dólar acumula uma queda significativa no ano de 2025, com desvalorização de cerca de 10,7% frente ao real desde janeiro. Essa trajetória negativa da moeda americana está relacionada a fatores como a guerra comercial, o aumento do déficit fiscal dos EUA e a política monetária adotada pelo Federal Reserve. Especialistas ressaltam que essa queda não representa uma valorização efetiva do real, mas sim um enfraquecimento global do dólar.
Na última semana, a taxa de câmbio do dólar oscilou entre R$ 5,483 e R$ 5,562, com o maior movimento de preço registrado justamente nesta quarta-feira, com uma alta de 0,367% em 24 horas. A cotação do dólar turismo, que é usada para viagens e compras no exterior, está um pouco mais alta, em torno de R$ 5,72, refletindo os custos adicionais e margens aplicadas pelas instituições financeiras.
Impacto no mercado financeiro
A alta do dólar também impactou a Bolsa brasileira, que operou em queda ao longo do dia, refletindo o menor apetite por risco e as incertezas externas. O Ibovespa recuou cerca de 0,89%, aos 135.938 pontos, acompanhando o movimento das moedas e bolsas internacionais.




